sábado, 25 de dezembro de 2010

"Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já"

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Não terá mais noites, nem dias, nem horas. O tempo acabou e tudo que lhe resta é despedir de todos, e tudo. Acabou, fim da linha, e depois, o que acontece? Passam horas, dias e noites, o relógio volta a funcionar e parece ser mais feliz. Acabou de novo, voltar a fita não dá mais, acabou de acabar. O tempo que ajuda, o tempo que atrapalha, o tempo que dá e que tira. O tempo que ilude e em seguida nos acorda, nos sacode, nos joga contra a parede e dá um tapa na cara até sangrar. Voltou o verdadeiro sorriso, voltou os braços para cima pra dizer obrigada – começou de novo. De repente alguém roubou o tempo: acabou de acabar.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pela fresta da porta, um assobio gélido adentrava sua tranqüilidade, e a fazia relembrar dos monstros que habitavam sua realidade ingênua.Sentia a cama tremer, e fechou num estrondo, os olhos como portas. Só a curiosidade era a chave.
Parece que a escuridão aumentava, na mesma proporção em que o peito assumia o controle do medo. Era o coração, que em taquicardia, acelerava invariavelmente, com as sombras que rondavam a realidade abstrata do sonho.
A garota, elevou o lençol até a cabeça, e tentou tapar os ouvidos para não escutar os passos dos monstros que passeavam pelo seu quarto escuro. Podia imaginar seus rostos cortados, embebidos em sangue, e sua sede sanguinária por sofrimento.
Resolveu espiar por uma brecha do lençol, o movimento dentro de seu quarto, e pode perceber que estava só. Nenhum espectro aterrorizante velava por seu sono improvisado. Em baixo da cama, apenas o monstro assustador do vazio a espreitava.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010