terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

a vida? a vida segue (...)
E entao é guerra, todo mundo no campo de batalha, a melhor arma? O silêncio, a mais útil? A simpátia. Calma, é o melhor argumento, então, é jogo, todas as peças sobre o tabuleiro, a melhor arma? A habilidade. Isso é a vida, cada um por sí, esperando a boa vontade do próximo, é amor, é paixão, é desejo, é amizade, é emoção, são palavras que fluem.
Entre um movimento e outro, algumas palavras leves, as vezes sem querer, segredos revelados, entre milhares de segredos, alguns segredos ocultos, com força guardados, que de forma alguma se pode expor, portanto, cabe a você supor...
... e assim a vida vai, quanta gente leviana, quantos campos de batalha, quanto jogos inúteis, quanta inveja doentia da felicidade do próximo, quanta decepção inesperada, quantos amores não esquecidos, quantos amigos, quer dizer amigos? Infelizmente, com o tempo se distanciam. Assim, cada um toma o seu rumo, nesse circuito que vicía, que desespera, que faz sorrir, que faz chorar. Quantas culpas, arrependimentos, contradições, cartas, palavras, pensamentos, argumentos, sorrisos, lágrimas.
Até que você decide "levantar a bandeira branca",mesmo com medo de ser tarde demais, porém ainda com a consciência que nunca é tarde para fazer a coisa certa, por maior que seja o desespero, a vontade de sair gritando, de pegar um avião e ir atrás dos planos, de sair de casa, ainda se tem responsabilidades...
...Pode falar o que quiser, que eu ainda vou achar reciprocidade uma das coisas, mais lindas e gostosas desse mundo. Até mesmo quando não consigo ser reciproca a sentimentos que se estendem sobre mim.
...Assim a vida segue, desapontar pessoas, faz parte da vida, como a rotina de escovar os dentes, leio e releio frases desse gênero, e engulo seco, decepções não acontecem porque projetaram imagens em nós de quem não eramos, ou porque deixamos de fazer algo, a verdade é que todos nós, não sabemos o que queremos da vida, e jogamos nossas frustrações nas costas dos outros, nas costas de alguém que d-e-v-e-r-i-a ter a resposta. Mentira minha? Entã pegue a senha e aguarde, uma próxima decepção, porque pessoas vez ou outra se decepcionarão com você, se apaixonarão por você...
...E assim a vida? a vida segue, mas é preciso saber desligar, esquecer o caótico trânsito, o desespero de fim de ano, a cobrança interna, a divida externa, se desligar do mundo, e descobrir o próprio tempo, não adianta viver no piloto automático, e esquecer de sorrir ...
...E entre umas coisas e outras, a vida segue (...)

domingo, 29 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

'acredite em você mesmo, pois é só voce que pode se alto julgar; ouse, arrisque e nunca se arrependa.
não desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito.
quanto ao resto, bom, ninguem nunca precisou de restos para ser feliz.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Então, é hora de abrir a janela, de sair desse quarto fechado e escuro, de respirar outro ar...
Vamos, você não é tão masoquista assim, se isso te faz tão mal, porque continuar nutrindo? Vem, vamos, eu te ajudo, é hora de mudar.
Mudar aos poucos, mas mudar, você pode viver sem tal instrumento, sem tal equipamento, sem tal pessoa.
Então, é hora de parar de reclamar, de lametar, e perceber que todos os dias tem um sol lindo, e todas as noites, mesmo que não estreladas, mesmo que sem uma lua cheia, são noites lindas. Portanto, os dias estão aí, todos eles esperando por você, o relógio está ali, e o tempo, continua a passar, não o deixe ir sem você, porque pode se passar uma hora, um dia, uma semana, nove meses, anos, e você permanecer ali, intacto, inofensivo.
Mudar de idéia, não dói, não mudar os planos, é orgulho, esquecer de viver, deve ser tolice. O mundo é um espelho, não seja só, o seu reflexo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dizia a previsão do tempo que uma chuva iria cair resolvi me prevenir levando na bolsa um guarda-chuva, era um dia frio da estação de outono, você era o verão que ainda sem saber me aquecia e eu a garota prudente com medo de arriscar.
A temperatura estava realmente congelando meus sentidos - não só a temperatura. Eu estava com medo, tudo era perturbante, mas sem neurose, ainda dava para caminhar sobre as folhas secas caídas ao chão, ouvia os meus passos leves e o constante ruido do salto alto, as lágrimas secavam enquanto escorriam pela face e a chuva caia, esqueci que eu possuía um meio de me proteger e continuei caminhando, seguia pensando em tudo que vinha acontecendo, eu odiava isto mas vez ou outra era necessário.
Olhei em uma vitrine e vi que a maquiagem escorria junto as lágrimas, os cabelos já estavam sem formato e as roupas obtiveram a transparência que a água as dá, entretanto isso não me deixava nada aflita, eu estava irrevogavelmente apaixonada, preocupada e mal, parecia uma fase irresponsável de uma pessoa qualquer, ou uma neurose absurda, eu estava sorrindo, sorrindo e chorando, buscando as palavras que desapareciam com o tempo, com o vento, com a chuva, sem perceber cheguei na tua porta, eu estava ali, preparada - ou não.
Dentro de mim havia uma certeza, daquele momento não poderia passar, ainda assim, desci as escadas do prédio eu precisava de calma, de mais calma, precisava das palavras, na rua tomei uma bebida qualquer, levemente alcoolizada, eu dizia: "Mais uma dose, por favor", de repente, aquilo havia tomado conta de mim, fora de qualquer regra, de qualquer estilo de conversa que eu imaginava e planejava para nós, bati na tua porta, não lembro sequer de uma palavra e francamente? Tampouco me importo, afinal, deu certo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma pancada na cabeça as dez da manha a fez desmaiar, despertou por volta das oito da noite, não se lembrava do que tinha acontecido, mas sentia uma dor forte que embaralhava a vista.
Aquela tontura a impedia de sair, começou a jogar palavras no ar, e ninguém podia a entender, pincipalmente porque nem prestavam atenção naquela frase que repetia constantemente, "cuidado, acreditem no que vocês sentem, mas não nas pessoas, nunca nas pessoas", acharam que ela fosse louca, chamaram os pais na sala de espera do hospital dizendo que estava liberada.
Foi embora, mas não saiu sem concretizar, "levem a sério, levem sim."
A cabeça doia muito, o mundo girava, o coração com ânsia, desejava muitas coisas naquele momento, principalmente continuar.