Achar que o mundo é feito de fantasias, sorrisos e brincadeiras.
Fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
Conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Estar de mãos dadas com a vida na melhor das intenções.
Acreditar no momento presente com tudo o que oferece, aceitar o novo e desejar o máximo.
Chorar sem saber porque.
Olhar e não ver o perigo.
Ter um riso franco esparramado pelo rosto, mesmo em dia de chuva, adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens e criar histórias.
Colar o nariz na vidraça e espiar o dia lá fora.
Gostar de casquinha de sorvete, de bolo de chocolate, de passar a ponta do dedo no merengue.
Habitar no país da fantasia, viver rodeado de personagens imaginários, gostar de quem olha no olho e fala baixo.
Pedir com os olhos.
Cantar fora do tom e dar risadas se alguém corrige.
Acreditar que tudo é possível.
Saber nada e poder tudo.
Aquele pedaço que justifica todos os percalços e que dignifica todos os tropeços.
A ingenuidade restaurada no dia-a-dia e que o transforma em herói ao reler as histórias de sua própria vida, narradas pela criança que o abraça, nas entrelinhas de um tempo que permanece imutável porque sagrado. O tempo do princípio, da origem, da própria essência.
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