terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Papai Noel não existe, nem Coelhinho da Páscoa ou Bicho Papão. Contos de fadas só ficam bem nos livros infantis. Príncipes cedo ou tarde se transformam em sapos. Pode demorar o tempo que for, mas um dia a realidade bate a nossa porta. Inevitavelmente.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

'[...] sabemos que o que bate no peito é o coração, que o nariz nada mais é que a extremidade de um tubo que sai do corpo para levar oxigênio aos pulmões. O rosto nada mais é que o painel em que terminam todos os mecanismos físicos: a digestão, a visão, a audição, a respiração, a reflexão [...] cada um de nós sabe que a alma nada mais é que a atividade da matéria cinzenta no cérebro. A dualidade entre a alma e o corpo foi dissimulada por termos científicos e, hoje, não passa de um preconceito fora de moda que só nos faz rir.Mas basta amar loucamente e ouvir o ruído dos intestinos para que a unidade da alma e do corpo, ilusão lírica da era científica, imediatamente se dissipe [...]'

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu só queria me divertir um pouco. Mas nada pode. Se você quer amar, não pode, a coisa vira toda contra você. É coisa de mulher chata. Se você quer dar, também não pode não. É coisa de vadia. O mundo é um lixo com as mulheres. E minha mente tem esse mundo aqui dentro. Esse lixo. Não queira nada, mulher! Apenas diga não e tenha o mundo aos seus pés. E dane-se se sua alma é dessas querendo dizer sim pra ser honesta e com bode do não de quem faz charme e não faz o que quer. Ser de verdade traz uma dor de verdade e só. (...) A gente faz as coisas pra matar dentro da gente e morre junto. A gente faz pra ferir quem pouco sente nossa existência e vai, aos poucos, deixando de existir pra gente mesmo. A gente faz pra provar que também existe sem amor e acorda se procurando no dia seguinte. Era só pra ser algo divertido e vira um drama. O amor era pra ser amor e virou só um troço que acabou porque eu esqueci que era pra ser divertido e pensar isso do amor me ofende. Viver é duríssimo.
(...) Eu esperava alguém que pudesse só me abraçar por um tempo maior que esses socorros rápidos que arrumo quando grito mais alto. Eu com medo do fundo do mar e me agarrando nas pessoas pra não afundar, mostrando buracos pra esconder meu medo de cair nele.