terça-feira, 31 de agosto de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

a vida? a vida segue (...)
E entao é guerra, todo mundo no campo de batalha, a melhor arma? O silêncio, a mais útil? A simpátia. Calma, é o melhor argumento, então, é jogo, todas as peças sobre o tabuleiro, a melhor arma? A habilidade. Isso é a vida, cada um por sí, esperando a boa vontade do próximo, é amor, é paixão, é desejo, é amizade, é emoção, são palavras que fluem.
Entre um movimento e outro, algumas palavras leves, as vezes sem querer, segredos revelados, entre milhares de segredos, alguns segredos ocultos, com força guardados, que de forma alguma se pode expor, portanto, cabe a você supor...
... e assim a vida vai, quanta gente leviana, quantos campos de batalha, quanto jogos inúteis, quanta inveja doentia da felicidade do próximo, quanta decepção inesperada, quantos amores não esquecidos, quantos amigos, quer dizer amigos? Infelizmente, com o tempo se distanciam. Assim, cada um toma o seu rumo, nesse circuito que vicía, que desespera, que faz sorrir, que faz chorar. Quantas culpas, arrependimentos, contradições, cartas, palavras, pensamentos, argumentos, sorrisos, lágrimas.
Até que você decide "levantar a bandeira branca",mesmo com medo de ser tarde demais, porém ainda com a consciência que nunca é tarde para fazer a coisa certa, por maior que seja o desespero, a vontade de sair gritando, de pegar um avião e ir atrás dos planos, de sair de casa, ainda se tem responsabilidades...
...Pode falar o que quiser, que eu ainda vou achar reciprocidade uma das coisas, mais lindas e gostosas desse mundo. Até mesmo quando não consigo ser reciproca a sentimentos que se estendem sobre mim.
...Assim a vida segue, desapontar pessoas, faz parte da vida, como a rotina de escovar os dentes, leio e releio frases desse gênero, e engulo seco, decepções não acontecem porque projetaram imagens em nós de quem não eramos, ou porque deixamos de fazer algo, a verdade é que todos nós, não sabemos o que queremos da vida, e jogamos nossas frustrações nas costas dos outros, nas costas de alguém que d-e-v-e-r-i-a ter a resposta. Mentira minha? Entã pegue a senha e aguarde, uma próxima decepção, porque pessoas vez ou outra se decepcionarão com você, se apaixonarão por você...
...E assim a vida? a vida segue, mas é preciso saber desligar, esquecer o caótico trânsito, o desespero de fim de ano, a cobrança interna, a divida externa, se desligar do mundo, e descobrir o próprio tempo, não adianta viver no piloto automático, e esquecer de sorrir ...
...E entre umas coisas e outras, a vida segue (...)

domingo, 29 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

'acredite em você mesmo, pois é só voce que pode se alto julgar; ouse, arrisque e nunca se arrependa.
não desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito.
quanto ao resto, bom, ninguem nunca precisou de restos para ser feliz.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Então, é hora de abrir a janela, de sair desse quarto fechado e escuro, de respirar outro ar...
Vamos, você não é tão masoquista assim, se isso te faz tão mal, porque continuar nutrindo? Vem, vamos, eu te ajudo, é hora de mudar.
Mudar aos poucos, mas mudar, você pode viver sem tal instrumento, sem tal equipamento, sem tal pessoa.
Então, é hora de parar de reclamar, de lametar, e perceber que todos os dias tem um sol lindo, e todas as noites, mesmo que não estreladas, mesmo que sem uma lua cheia, são noites lindas. Portanto, os dias estão aí, todos eles esperando por você, o relógio está ali, e o tempo, continua a passar, não o deixe ir sem você, porque pode se passar uma hora, um dia, uma semana, nove meses, anos, e você permanecer ali, intacto, inofensivo.
Mudar de idéia, não dói, não mudar os planos, é orgulho, esquecer de viver, deve ser tolice. O mundo é um espelho, não seja só, o seu reflexo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dizia a previsão do tempo que uma chuva iria cair resolvi me prevenir levando na bolsa um guarda-chuva, era um dia frio da estação de outono, você era o verão que ainda sem saber me aquecia e eu a garota prudente com medo de arriscar.
A temperatura estava realmente congelando meus sentidos - não só a temperatura. Eu estava com medo, tudo era perturbante, mas sem neurose, ainda dava para caminhar sobre as folhas secas caídas ao chão, ouvia os meus passos leves e o constante ruido do salto alto, as lágrimas secavam enquanto escorriam pela face e a chuva caia, esqueci que eu possuía um meio de me proteger e continuei caminhando, seguia pensando em tudo que vinha acontecendo, eu odiava isto mas vez ou outra era necessário.
Olhei em uma vitrine e vi que a maquiagem escorria junto as lágrimas, os cabelos já estavam sem formato e as roupas obtiveram a transparência que a água as dá, entretanto isso não me deixava nada aflita, eu estava irrevogavelmente apaixonada, preocupada e mal, parecia uma fase irresponsável de uma pessoa qualquer, ou uma neurose absurda, eu estava sorrindo, sorrindo e chorando, buscando as palavras que desapareciam com o tempo, com o vento, com a chuva, sem perceber cheguei na tua porta, eu estava ali, preparada - ou não.
Dentro de mim havia uma certeza, daquele momento não poderia passar, ainda assim, desci as escadas do prédio eu precisava de calma, de mais calma, precisava das palavras, na rua tomei uma bebida qualquer, levemente alcoolizada, eu dizia: "Mais uma dose, por favor", de repente, aquilo havia tomado conta de mim, fora de qualquer regra, de qualquer estilo de conversa que eu imaginava e planejava para nós, bati na tua porta, não lembro sequer de uma palavra e francamente? Tampouco me importo, afinal, deu certo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma pancada na cabeça as dez da manha a fez desmaiar, despertou por volta das oito da noite, não se lembrava do que tinha acontecido, mas sentia uma dor forte que embaralhava a vista.
Aquela tontura a impedia de sair, começou a jogar palavras no ar, e ninguém podia a entender, pincipalmente porque nem prestavam atenção naquela frase que repetia constantemente, "cuidado, acreditem no que vocês sentem, mas não nas pessoas, nunca nas pessoas", acharam que ela fosse louca, chamaram os pais na sala de espera do hospital dizendo que estava liberada.
Foi embora, mas não saiu sem concretizar, "levem a sério, levem sim."
A cabeça doia muito, o mundo girava, o coração com ânsia, desejava muitas coisas naquele momento, principalmente continuar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Procurava por aí a chave que abre a porta existente entre nós, e quando me dei conta que ela estava perdida, notei também que a noite se antecipou, ainda eram quatro e meia da tarde, e a escuridão tomava conta da cidade, faltava luz, como quando descobri que suas promessas, na verdade, eram palavras vagas de um cara que não sabe terminar o que começa, mesmo assim, manter a esperança, era primordial a mim, nunca deixei de ter esperança em nenhuma circunstância, o desisto, é só a esperança, cansada de esperar, de esperar que você ligue as luzes, chame o sol, pinte o céu de azul com giz pastel. Mas flecha lançada, não volta mais, acerte ela um coração de pedra ou um de manteiga, o amor que existe por você, me instiga além da matéria porém guarda-lo é melhor, não me pergunte o porque os enredos não são mais tão bonitos, está tudo descolorindo, e francamente, a falta disso me corroi.
Nada irá fazer você deixar de ser o meu amor, mesmo que você não queira, farei das palavras que nos separou, um meio pra nos unir, e-mails, cartas, sms... algo há de construir esse amor, seja palavra ou silêncio, perante ao tempo, esse pulsar é imortal, e nem frente ao medo e a angústia, você se torna indiferente. Eu caminho sobre cacos de vidro, em uma ressaca que nunca passa, já desisti da luta, ergui as mãos para o céu, esperando um abraço, você pra mim já não é problema meu, me sufoca existir tanto de você em mim, e pouco de você comigo, se é que você entende, é hora de me devolver a chave, me deixar entrar lentamente, sem se arrepender, porque lhe darei sorrisos, e o seu mundo ficará bem maior, junto ao meu.
"...Jogue suas mãos para o céu,e agradeça se acaso tiver, alguém que você gostaria que, estivesse sempre com você..."

domingo, 22 de agosto de 2010

Apesar dos meus erros também acerto. Apensar dos meus pesares eu vivo. Nem sempre acerto, nem sempre tenho razão, nem sempre sei o que falar mais sempre penso muito antes de tudo. Penso porque já sofri por não o fazê-lo, minha mãe sempre me diz uma lição de vida: “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.” Sempre somo as coisas que me dizem, positivas ou negativas. Sempre valorizo cada palavra ou ausência delas com seus valores reais, porque sei que podem sair só de uma boca sem que tenha ido ao cérebro mais com certeza ela vai como uma flecha ao meu coração. Não que flechas sejam sinônimos de coisas negativas (o cupido segundo a mitologia também usa as suas) porem é sinônimo de algo certeiro é direto e não deixa escapatória. Não peço que sempre pense, algumas coisas precisam de mais impulso e menos raciocínio, porém não deixe que essa ausência de reflexão fira você ou seu semelhante, não deixe que essas flechas deixem marcas (negativas).

sábado, 21 de agosto de 2010

"Eu te esperei. Por alguns minutos alimentei a imaginação faminta de que ao entrar pela porta, eu te encontraria me esperando e um sorriso para iluminar a noite, para acender em nós a possibilidade de que mesmo no final de tudo, ainda é possível - veja que a ironia também pode ser linda – encontrar alguém. Alguém. Eu te esperei boa parte da noite. Impaciente com as conversas sem sentido, os encontros desnecessários, os perfumes fortes. Impaciente mas tolerável. Tolerável, porém seletivo. E quem seleciona, na melhor das hipóteses, é porque têm opções. E opções, você bem sabe, trazem a possibilidade do acerto. Lancei o meu olhar sobre a cidade e isso não te exclui. Apenas não te enaltece. Acertamos durante. Que não segue adiante por razões óbvias que só nos dizem respeito e sobre as quais, já brindamos. Mas acertamos. E é desse acerto, dessa junção de histórias, que eu vou lembrar com especial carinho. Sem rancor, sem desamor, sem mágoas, porque fomos nobres indivíduos que ousaram dizer a verdade quando todos camuflavam as intenções, redesenhavam as frases, compravam óculos escuros."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quando a vida é suficientemente longa, surgem estranhas simetrias que só reconhecemos depois,se é que as reconhecemos: momento em que uma experiência ou sensação tem um paralelo em outra época, um eco que a contrabalança anos à frente,no futuro, ou talvez anos atrás, no passado, um momento em que um círculo parece fechar-se, envolvendo e completando algo preciosíssimo.
Muitas vezes, o círculo começa ou termina com uma leve perturbação no mundo dos sentidos: um som,um cheiro,um vislumbre de alguma coisa, uma intuição a vibrar logo abaixo do nível do pensamento consciente. O mundo hesita imperceptivelmente em seu giro,e tudo muda. São momentos que não prestam ao pensamento racional; são totalmente sensíveis.

[ Trecho de A longa volta para casa - Will North ]

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Por mim, deixa tudo como está. Não quero ver mais nada doer, não quero mais chorar, apanhar e continuar caminhando, eu sei é lindo ver o quão forte somos e conseguimos seguir ainda que esteja tudo doendo/sangrando, mas pode me poupar e me deixar sorrir um dia, um sorriso sem preocupação.
Viver dói eu sei - mas sei também que é muito prazeroso.
Sem projeções, sem eu sei o que você está sentindo/pensando, sem envolver sentimento, sem insinuações, sem seu vocabulário inteligente ou seu linguajar vulgar, não quero saber dos seus defeitos, seus problemas, hoje não.
Quero me poupar um pouco de mim, de você, de tudo, me poupar por alguns minutos dessa angústia, portanto agora estou saindo de casa, indo para longe, um local sem conexão com nada que vejo no meu cotidiano, chaves, porta, mala, entrelaço o amuleto nas mãos, e me deseje sorte? Ou então eu desejo por nós.
Por amor às causas perdidas...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
[O contrário do Amor - Martha Medeiros]

terça-feira, 17 de agosto de 2010

“A história que está sendo contada, cada um a transforma em outra, na história que quiser. Escolha, entre todas elas, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena."

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

'...o que dá trabalho mesmo é viver sempre do mesmo jeitinho. Pois eu quero mais dessa maluquice que me ajuda a reinventar maneiras de estar aqui. Porque para se estar aqui com um pouco que seja de conforto na alma há que se ter riso. Há que se ter fé. Há que se ter a poesia dos afetos. Há que se ter um olhar viçoso.
E muita criatividade'

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

'...o sorriso que eu levo hoje apaga todos os outros rastros.
Eu aprendi, aos trancos, que ser feliz não dói.
Ser feliz não dói!'

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

um furacão passou. estremeceu em volta. mas o que tem base forte, fica.
mudanças, necessárias. e só pra deixar mais forte.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

é ficar longe, pensando parecido.
olhar, sem trocar palavras.
é conversar no silêncio. é sentir com.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu."

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez.
De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois.
É terrível viver contando moedinhas de afeto.
Há amor suficiente.
Há amor para todo mundo.
Há amor para quem quer se conectar com ele.
Não perdemos quando damos: ganhamos junto."

domingo, 8 de agosto de 2010

Mas você com essa sua mania de encher de amigos as pizzarias e soltar um ou outro "irado" me faz te odiar tanto e querer tanto a sua atenção. E me faz querer tanto você daqui a pouco, porque você não enjoa. Você me cansa demais mas não enjoa.
E quando você me cansa eu enfio a minha cabeça no fortinho do seu peito, eu que sempre odiei os malhados, e peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis.
Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um "ãhhh?" enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sites de interatividade.
E sua cara de sonso despretensioso para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que "não é comigo" vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo.
E o homem perfeito tem um beijo profundo e ritmado, que de tão melado e encaixável me deixa saciada de um jeito que encerra o meu desejo. E você tem um jeito caótico de me beijar meio burro, porque se eu vou para um lado, você vai para o mesmo. E é nesta única hora em que você não deveria concordar comigo, que você concorda.
E eu nunca me dou por satisfeita, e acabo achando que a gente ainda nem deu o nosso primeiro beijo, o que me causa uma ansiedade de paixão inicial que não deixa o peito relaxar.
E o homem das minhas ilusões me deixaria relaxar numa enorme cama amorosa, e acordaria inúmeras vezes para me ver dormir abraçada a toda a certeza que ele me daria com apenas um segundo de olhar.
É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda.
Porque eu sou diferente das outras garotas, escrevo textos, vomito comida e palavras que precisam sair e não saem do jeito mais fácil porque eu não sei magoar ninguém, nem a você. Mesmo que você me magoe o tempo todo, mas ao menos está comigo. E essa minha obsessão de achar que não sou boa pra ninguém, me faz dar a volta ao mundo e dizer o que você diz na maior cara de pau, porque sinceridade nunca foi o meu forte. Eu nunca quis você longe, pelo contrário, se eu brigo tanto contigo é por implorar sua presença em tudo o que eu faça mesmo depois de uns 3 anos. Mesmo dormindo comigo durante tanto tempo eu sei que você queria e poderia uma mais gostosa, bonita. Talvez uma anoréxica amiguinha de modeletis que fala em marcas de sapato como se fossem salvar o mundo de Channel. Eu queria mesmo que você as tivesse, me doeria imensamente. Mas eu não me culparia por ser INSUFICIENTE. Até seus amigos e familiares ocupam mais lugar em uma vida que eu um dia pensei que seria mim, a sua. E eu fico te anulando porque se eu aceitar mais, só vou confirmar o quão sentir tudo isso por você é idiotisse, porque você não sente metade do que disse que sentia e eu não te odeio nem um terço do que disse no começo do texto .
As vezes eu acho que eu amo o vácuo. Porque a pessoa que menos me acrescentou , que menos me amou , que menos me fez rir e que eu menos conheci é a que eu amo , ou pelo menos é a que me mata de saudade todo dia.

sábado, 7 de agosto de 2010

Um dia ou outro, é bom pensar nas decepções, mas não dá para viver delas. esperei tempo demais para tomar coragem e dizer o quanto perdi me lamentando de não ter dado certo. esperei receber sorrisos para a alegria surgir inexplicavelmente. isso só me mostrou o quanto os sorrisos são falsos! Não deu para eu esperar a tempestade acalmar. Fui obrigada a lutar contra mim mesma. Uma vez, ouvi um grande homem dizer "as pessoas são aquilo que passam toda a vida tentando conquistar". Por um momento, deixei tudo de lado, não quis chorar, não quis sorrir, não quis comparecer a nenhuma festa e nem ouvir o canto dos pássaros. Gostaria de declarar o fim de um período chato, compartilhar com os poucos as boas coisas que a vida me ensinou, erguer a cabeça para os problemas e dizer que se eu precisar me arriscar para me salvar, assim farei. Enfrento coisas que antes eram amedrontadoras. Aprendi que o mal olhado só afeta se você acreditar nele e que as agulhas te conhecem melhor do que você imagina. O meu medo de pessoas persiste, mas sei que preciso enfrentá-las. Se for para ficar dias longe, ficarei, mas voltarei mais forte. Se for para ficar dias perto, ficarei, mas quando eu for, irei com a certeza de que não me faltou nada. Não me conheço bem o suficiente para explicar minhas decisões, mas garanto: eu sou tudo aquilo que passei a vida toda procurando por aí.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"Minha maior dor é não saber fazer a única coisa que me interessa no mundo que é amar alguém. Me perdoa por eu querer de uma forma tão intensa tocar em você que te maltrato. Minha mão acostumada com um mundo de chatices e coisas feias fica tão gigante quando pode tocar algo lindo e puro como você, que sufoca, esmaga e estraçalha. Me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor o tempo todo. Eu sou uma sanfona de esperança. Eu tenho estria na alma."
(Tati Bernardi)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Para o que vale a pena, nada é muito tarde para ser quem você quer ser. Não há tempo limite; você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo.
(O Curioso Caso de Benjamin Button)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

“… deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressiva não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente…”

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Amigo é alguém valioso demais para ser desconsiderado , grande demais para ser perdido , importante demais para ser esquecido.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pra que mentir fingir que perdoou.. tentar ficar amigos sem rancor, a emoção acabou, que coincidência é o amor! e a nossa música nunca mais tocou..
Cazuza

domingo, 1 de agosto de 2010

O negócio é que o tempo passou, e ela havia dito a ele: - Se você sair por essa porta seguirei minha vida. Assim foi feito, esqueceu os planos, as metas, o futuro idealizado, mudou tudo dentro de sí. Reciclou.
Bem como uma tempestade, no começo se molhou muito, ficou com frio, medo, só que depois a chuva passou, o sol apareceu, e ela continuava forte e inteira.
Se encontraram essa semana em uma cafeteria da cidade, ela pedia um capuccino enquanto ouvia uma voz suave e não estranha aos seus ouvidos, pedindo um café expresso, olhou para o lado, sentado sozinho no balcão, ele.
Não deixou de cumprimentá-lo, ele retribuiu tamanha simpatia sentando ao seu lado e dando início a uma conversa, disse que ela havia mudado muito até mesmo físicamente, ela respondeu sem pensar: - Se eu continuasse igual, não conseguiria deixar de te amar.
Ele ficou meio intrigado, com um aperto no peito, um olhar embriagado, disse a ela como foi difícil suportar tantos invernos sem os abraços dela, falou que nunca quis deixar de amá-la, portanto continuou o mesmo.
E ela perguntou: - Se nunca quis deixar de me amar porque foi embora?
Enquanto deixava as lágrimas cair, disse: - Eu não sabia que te amava tanto, que nunca iria te esquecer, que iria te procurar tanto e me desesperar por não achar, que me arrependeria dessa maneira.
Olhando fixamente pra ele, ficou um tempo calada até questionar: - Se eu for embora dessa vez, o que irá fazer? Sem precisar pensar, respondeu: - Te acompanho.