Tentava dormir mas me lembrava de nós.
Todos os gritos e as loucuras cometidas durante aquela noite de verão, estávamos quase no dia onze de julho e as lembranças pareciam do dia anterior.
Doeu demais saber que você precisou ir e nem me deu um argumento melhor do que 'a gente precisa disso para mais cedo ou mais tarde sorrir.'
Passaram alguns dias e você voltou aqui, violão na mão, música na cabeça, nada afinado, nada coerente, lágrimas no olhar com toda certeza apaixonado.
Eu queria lhe dizer que minha vida mudou, hoje eu já tinha outros planos, outro amor, essa coisa toda de quem quer ser difícil quando na verdade a vontade é abraçar, beijar e dizer eu aceito antes que lhe digam: - 'Volte?'.
Ainda assim, esperei você concretizar não fiz nada além de cantar contigo o refrão "me abraça, me aceita, me aceita assim, meu amor...♪" Você colocou de lado o instrumento e questionou: -'Aceita?'
Eu com o coração na mão, intrigada, questionei também: -'por que foi? Por que voltou?'. Você permaneceu em silêncio, eu senti amor naquilo. Me abraçou, choramos e isso bastou, porque quando é amor, basta. Qualquer demonstração leve de carinho, vale por um mundo inteiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário