"Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Chega mais cedo amor
Eu finjo que não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já"
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Não terá mais noites, nem dias, nem horas. O tempo acabou e tudo que lhe resta é despedir de todos, e tudo. Acabou, fim da linha, e depois, o que acontece? Passam horas, dias e noites, o relógio volta a funcionar e parece ser mais feliz. Acabou de novo, voltar a fita não dá mais, acabou de acabar. O tempo que ajuda, o tempo que atrapalha, o tempo que dá e que tira. O tempo que ilude e em seguida nos acorda, nos sacode, nos joga contra a parede e dá um tapa na cara até sangrar. Voltou o verdadeiro sorriso, voltou os braços para cima pra dizer obrigada – começou de novo. De repente alguém roubou o tempo: acabou de acabar.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Pela fresta da porta, um assobio gélido adentrava sua tranqüilidade, e a fazia relembrar dos monstros que habitavam sua realidade ingênua.Sentia a cama tremer, e fechou num estrondo, os olhos como portas. Só a curiosidade era a chave.
Parece que a escuridão aumentava, na mesma proporção em que o peito assumia o controle do medo. Era o coração, que em taquicardia, acelerava invariavelmente, com as sombras que rondavam a realidade abstrata do sonho.
A garota, elevou o lençol até a cabeça, e tentou tapar os ouvidos para não escutar os passos dos monstros que passeavam pelo seu quarto escuro. Podia imaginar seus rostos cortados, embebidos em sangue, e sua sede sanguinária por sofrimento.
Resolveu espiar por uma brecha do lençol, o movimento dentro de seu quarto, e pode perceber que estava só. Nenhum espectro aterrorizante velava por seu sono improvisado. Em baixo da cama, apenas o monstro assustador do vazio a espreitava.
Parece que a escuridão aumentava, na mesma proporção em que o peito assumia o controle do medo. Era o coração, que em taquicardia, acelerava invariavelmente, com as sombras que rondavam a realidade abstrata do sonho.
A garota, elevou o lençol até a cabeça, e tentou tapar os ouvidos para não escutar os passos dos monstros que passeavam pelo seu quarto escuro. Podia imaginar seus rostos cortados, embebidos em sangue, e sua sede sanguinária por sofrimento.
Resolveu espiar por uma brecha do lençol, o movimento dentro de seu quarto, e pode perceber que estava só. Nenhum espectro aterrorizante velava por seu sono improvisado. Em baixo da cama, apenas o monstro assustador do vazio a espreitava.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Coloquei aquela música pra tocar, e com meus olhos fechados um sorriso meigo, tímido nasceu em meus lábios, logo, o desejo dos seus não saia do meu pensamento, pudi mesmo meia acordada sonhar e sentir o teu toque, suas mãos sobre os meus cabelos já despenteados, meu corpo e o teu corpo se aquecendo como se fosse um só; entre carícias e afagos a vontade maior naquele instante é que ele durasse, o tempo suficiente, pra sempre.
domingo, 14 de novembro de 2010
dizem que no fim de um arco-íris existe um pote de ouro. muitos acreditam que isso não passa de um conto, uma lenda.. uma história que inventaram sem pé nem cabeça.. no entanto ele realmente existe. não em forma de moedas, não com valor monetário, não capitalista. sentimento. sempre que paramos para ver esse show a céu aberto damos mais valor as coisas da vida. sempre que paramos para admirar esses fenômenos da natureza entendemos que somos mais um organismo vivo em meio a trilhões de bilhões de milhões que habitam esse planeta, mais toda essa pequenez não nos diminui, nos engrandece.. apesar de sermos mais um, podemos fazer a diferença, apesar de sermos quase nada, podemos tudo. o que falta é ver esses momentos que a natureza nos dá, o que falta é mais amor, menos rancor, mais disponibilidade e menos tempo cronometrado. sabia foi a mente que em momento de êxtase disse: cada cabeça é um mundo. e no seu mundo você é rei, você impera. que tal tornar seu mundo um pouco mais feliz?
sábado, 13 de novembro de 2010
Mas santo Deus, quantas vezes eu já disse aqui, e digo muito mais enfaticamente para as mulheres que não se deve, JAMAIS, lutar por alguém que não nos quer, que foi embora, que nos trocou por outra pessoa!
Bolas, se o amor foi embora, dê graças a Deus! Quem ama não vai embora, quem ama fica perto, quem ama não brutaliza, não faz sofrer. Quem ama é gentil, doce, se não for assim, não é amor. Mas vá dizer isso para as apaixonadas!
Ela perde a razão, fica chata, inquieta, não se respeira, entrega-se fácil, não tem cuidados, e os homens, fazem delas o que querem.
Por nada na vida case com um sujeito que já lhe apertou o braço e falou mais alto que você. Nesse caso, mando o troglodita gritar na casa dele e ele saberá com quem... Quem avisa amiga é! ;)
Luiz Carlos Prates, 16 de maio, Diário Catarinense.
Bolas, se o amor foi embora, dê graças a Deus! Quem ama não vai embora, quem ama fica perto, quem ama não brutaliza, não faz sofrer. Quem ama é gentil, doce, se não for assim, não é amor. Mas vá dizer isso para as apaixonadas!
Ela perde a razão, fica chata, inquieta, não se respeira, entrega-se fácil, não tem cuidados, e os homens, fazem delas o que querem.
Por nada na vida case com um sujeito que já lhe apertou o braço e falou mais alto que você. Nesse caso, mando o troglodita gritar na casa dele e ele saberá com quem... Quem avisa amiga é! ;)
Luiz Carlos Prates, 16 de maio, Diário Catarinense.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Por que assim tão difícil? Por que assim tão duro, tão farpado? Ainda se a gente conseguisse chegar no fim com a alma limpa e olhos puros. Mas que jeito? Parece que tudo que se encontra pelo caminho empurra a gente pro lado de lá. E a gente vai na marra, meio aos trancos, pensando ser aquele o caminho melhor. Mas que garantia temos? Quem disse que é por aquele caminho e não esse? ... Como é difícil, meu Pai. Mas estou tentando. Dando o melhor de mim, sempre. Haja fé e coração forte pra aguentar tudo isso.
sábado, 30 de outubro de 2010
eis que um belo dia você acorda.. olha ao redor e vê que tudo foi só um sonho. você esfrega os olhos para ver se não sobraram resquícios dessa miragem, reluta e muitas vezes tenta voltar a dormir só para sonhar o mesmo sonho.. quantas vezes não desejamos isso? pena que conseguir não é tão fácil. o mundo dos sonhos é parte de um conjunto complexo de atos e ações da vida que não conseguimos explicar (ou alguns explicam e outros precisam ver para crer). eu sei que além dos sonhos queria enxergar nitidamente o que se tem além do horizonte.. (as vezes) mais ai meu lado racional volta e pensa: como seria se soubéssemos tudo ou conseguíssemos ver além do que nossos olhos humanos podem ver? uma vida previsível, uma vida dita, um livro contado antes de ler ou o resumo do filme, a você agrada? a mim não. prefiro o des ou o prazer das minhas descobertas, prefiro o mérito e o poder de opinião do que dizem as minhas leis, prefiro construir meu castelo com as pedras que vão jogando, ou dançar conforme a melodia.. eu prefiro a mim. acho que o maior culpado da infelicidade de alguém é esse próprio alguém. a felicidade não deve estar nos outros e sim na 1ª pessoa do singular. quando projetamos nossa felicidade ou esperamos retorno somos frustrados pois as pessoas não param seus mundos para viver em nossa função. a vida é mutável a vida gira também.. nossa felicidade pode ser vivida com o outro mais deve partir de nós mesmos.. se eu aprendi algo com meus erros foi isso.. não só, ou não completamente só.. mais quando mais precisamos soltam coisas no nosso ar que rapidamente pegamos e tomamos pra si, a vida é aprender, ou aprender é viver.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
sabe, andei pesando em mim.. pensando no meu querer.
descobri que quero viver, ser feliz, sentir o amor.
olhei todos meus passos, revi meus atos, relembrei meus conceitos. não cheguei a conclusão alguma. andei pelos mesmos caminhos, sobre as mesmas pegadas, sobre os mesmos solos, sobre as mesmas dores, senti saudades. saudades do que não posso abraçar, sentir o cheiro, ter nas mãos, olhar nos olhos, sentir o calor. por mais tempo que passe, sei que cada vez mais, aquele último abraço foi de despedida, e por mais anos que ganhe, mais dias se corram, ele, eu queria repetir, pelo menos mais uma vez, só para ter você aqui comigo e sentir o amor que seus olhos me passavam, a calma que sua presença me dava, o amor que por mim sentia. hoje mais do que nunca eu sei, que eu te amo, e por toda a minha existência te amarei.
descobri que quero viver, ser feliz, sentir o amor.
olhei todos meus passos, revi meus atos, relembrei meus conceitos. não cheguei a conclusão alguma. andei pelos mesmos caminhos, sobre as mesmas pegadas, sobre os mesmos solos, sobre as mesmas dores, senti saudades. saudades do que não posso abraçar, sentir o cheiro, ter nas mãos, olhar nos olhos, sentir o calor. por mais tempo que passe, sei que cada vez mais, aquele último abraço foi de despedida, e por mais anos que ganhe, mais dias se corram, ele, eu queria repetir, pelo menos mais uma vez, só para ter você aqui comigo e sentir o amor que seus olhos me passavam, a calma que sua presença me dava, o amor que por mim sentia. hoje mais do que nunca eu sei, que eu te amo, e por toda a minha existência te amarei.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
"Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que normalmente faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador - se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem para sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde, e que não tive vontade de nada, você vai reagir como? Você vai dizer "te anima" e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer para eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra. A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Depressão é coisa muito mais séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente - as razões têm essa mania de serem discretas."Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago de razão/ eu ando tão down..." Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. "Não quero te ver triste assim", sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Claro que é melhor ser alegre que ser triste, mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor - até que venha a próxima, normais que somos."
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
“Dói de todos os lados, os de fora, os de dentro, de baixo e de cima, nenhuma saída, e você meio cego, meio tonto, só sabe que tem que continuar, meio sem esperança, as ilusões despedaçadas, o coração taquicardíaco, língua seca, e continuando. Continuando. Resistimos, aos trancos, já nem sei se foi escolha ou solavanco. Difícil arrancar uma certa lucidez disso tudo. Mas sinto que o coração se depura (é tão antigo falar em coração...) um pouco mais, em cada porrada. Meu olho compreende cada vez mais.”
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
"Chega em mim sem medo, toca meu ombro, olha nos meus olhos, como nas canções do rádio. Depois me diz: “- Vamos embora para um lugar limpo. Deixe tudo como esta. Feche as portas, não pague as contas e nem conte a ninguém. Nada mais importa. Agora você me tem, agora eu tenho você. Nada mais importa. O resto? Ah, os restos são restos. E não importam. Mas seus livros, seus discos, quero perguntar, seus versos de rima rica? Mas meus livros, meus discos, meus versos de rima pobre? Não importa, não importa. Largo tudo. Venha comigo pra qualquer outro lugar. Triunfo, Tenerife, Paramaribo, Yokohama. Agora já. Peço e peço e não digo nada, mas peço peço diga, diga já, diga agora, diga assim. Você planeja partir para um país distante, sem mim, de onde muitos anos depois receberei a carta de um desconhecido com nome impronunciável anunciando a sua morte. Foi em Abril, dirá abril e maio. Ou Setembro, Outubro. Os mais cruéis dos meses. Tanto faz, já não importará depois de tanto tempo, numa cidade remota. (…) e vou dizendo lento, como quem tem medo de quebrar a rija perfeição das coisas, e vou dizendo leve, então, no teu ouvido duro, na tua alma fria, e vou dizendo leve, e vou dizendo longo sem pausa: – gosto muito de você, gosto muito de você!"
terça-feira, 19 de outubro de 2010
"suas idéias não correspondem aos fatos..."
Pouco a pouco o vento bagunça meu destino, falar de dor, de arrendimentos, erros, amor, brigas, já não convém, a felicidade que estava limitada, agora, se vê mais presente. O que dói? Dói e pronto, o que é amor? É amor e pronto, o que é bom? É bom e vamos aproveitar! Os erros? Lamentações não concertam(...)
As verdades que eu guardei, os devaneios que pelas ruas da cidade se perderam, as vezes que te exorcisei de mim, já são incontaveis! S-e-n-t-i-m-e-n-t-o, sentimento assim descrito com discrição, ou não, já não dói, já não trasborda alegria, já não me faz sorrir ou chorar, já está anestesiado por você.
Quem me derá ao menos uma vez, ver de perto, você usar a indiferença que diz existir, e sentir o quão real ela é. Porque por tempos eu consegui ter certeza de algumas coisas, algo em você bate por mim e como um imã me aproxima, a sua raiva consiste em pessoas que fizeram assim ser, e uma parte de você me exorcisa, porém não sei o quanto isso te preenche.
E ainda assim, sem saber o que fazer ou dizer, melhor fazer alguma coisa, por que fazer nada? É HIPOCRISIA. É fingir desamor, onde o amor existe, o amor? está ali, mas ainda falta alguma coisa.
Pouco a pouco o vento bagunça meu destino, falar de dor, de arrendimentos, erros, amor, brigas, já não convém, a felicidade que estava limitada, agora, se vê mais presente. O que dói? Dói e pronto, o que é amor? É amor e pronto, o que é bom? É bom e vamos aproveitar! Os erros? Lamentações não concertam(...)
As verdades que eu guardei, os devaneios que pelas ruas da cidade se perderam, as vezes que te exorcisei de mim, já são incontaveis! S-e-n-t-i-m-e-n-t-o, sentimento assim descrito com discrição, ou não, já não dói, já não trasborda alegria, já não me faz sorrir ou chorar, já está anestesiado por você.
Quem me derá ao menos uma vez, ver de perto, você usar a indiferença que diz existir, e sentir o quão real ela é. Porque por tempos eu consegui ter certeza de algumas coisas, algo em você bate por mim e como um imã me aproxima, a sua raiva consiste em pessoas que fizeram assim ser, e uma parte de você me exorcisa, porém não sei o quanto isso te preenche.
E ainda assim, sem saber o que fazer ou dizer, melhor fazer alguma coisa, por que fazer nada? É HIPOCRISIA. É fingir desamor, onde o amor existe, o amor? está ali, mas ainda falta alguma coisa.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa.
[Caio F. Abreu]
[Caio F. Abreu]
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
" Eu sei, eu sei, o eterno clichê "isso passa". Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.
[ Tati Bernardi ]
[ Tati Bernardi ]
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Me dá um abraço? Quero esquecer a loucura do dia, a insanidade das pessoas, ironias e essa tal mania de achar que sendo leviano é tudo mais prático.
Quero dar algumas risadas, um pouco de atenção, preciso de pessoas que usem eufemismos para me dizer a verdade e deixem de omitir coisas importantes a mim com cinismo e sarcasmo, quero estar perto de ti para que meu mundo volte a girar no compasso certo, vem cá, seja assim, carinhoso, meigo, sincero com tudo que existe entre nós, afável. Assim nos teus braços poderei sentir aquilo de bom que me cerca, enquanto você me abraça a vida vira sorriso e agosto fica um mês mais leve de se levar.
Quero dar algumas risadas, um pouco de atenção, preciso de pessoas que usem eufemismos para me dizer a verdade e deixem de omitir coisas importantes a mim com cinismo e sarcasmo, quero estar perto de ti para que meu mundo volte a girar no compasso certo, vem cá, seja assim, carinhoso, meigo, sincero com tudo que existe entre nós, afável. Assim nos teus braços poderei sentir aquilo de bom que me cerca, enquanto você me abraça a vida vira sorriso e agosto fica um mês mais leve de se levar.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
É aquela velha história. Amor, pra mim, só dura em liberdade. Nasci pra ser livre e - quem quiser - que me deixe assim. Tenho dois pares de asas, um desejo infinito no peito e um lado druida que não se cala. Sou escorpiana.Sou guerreira. .Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Tenho um jeito de viver diferente, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo.
Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo.
domingo, 3 de outubro de 2010
E se dá um suspiro, um suspiro longo.
Era amor, paixão, loucura ou qualquer um desses sinônimos, antônimos ou seja-lá-o-que-for. Mas sabia que era.
E não tinha passarinhos verdes nem sorrisos bobos, as pessoas não passavam sorrindo cantando e dizendo bom-dia-que-lindo-dia-como-voce-está-bonita-hoje, ela mesmo não andava cantando e cheirando flores no caminho – muito embora cantarolasse aquela música que não saia da cabeça – mas ela sabia que era.
Porque a gente sempre sabe que é, embora muitas vezes não queremos admitir, queremos fugir, nos enganar etc etc etc porque amar ás vezes é tão bom que dói.
Dói porque a gente pensa: não quero que acabe, porque a gente já amou e acabou ou porque a gente nunca amou e tem medo de não saber amar.
Amor (loucura, paixão, o que mais?) era o que ela tinha naquele momento.
Pronto, falei, confessei, não fugirei mais. Ás vezes é tão mais fácil seguir o caminho, não? Sofrer sofreremos hora ou outra, sofreremos por estar sozinha quando todo mundo tem alguém, sofreremos porque não temos mais certo alguém que tínhamos a um minuto atrás.
Se jogou, foi o que disse ela. Mas não tinha ninguém garantir uma queda suave. Mas tinha alguém para se jogar junto, e não é isso que vale?
Pois tudo é sinônimo e antônimo mesmo.
Era amor, paixão, loucura ou qualquer um desses sinônimos, antônimos ou seja-lá-o-que-for. Mas sabia que era.
E não tinha passarinhos verdes nem sorrisos bobos, as pessoas não passavam sorrindo cantando e dizendo bom-dia-que-lindo-dia-como-voce-está-bonita-hoje, ela mesmo não andava cantando e cheirando flores no caminho – muito embora cantarolasse aquela música que não saia da cabeça – mas ela sabia que era.
Porque a gente sempre sabe que é, embora muitas vezes não queremos admitir, queremos fugir, nos enganar etc etc etc porque amar ás vezes é tão bom que dói.
Dói porque a gente pensa: não quero que acabe, porque a gente já amou e acabou ou porque a gente nunca amou e tem medo de não saber amar.
Amor (loucura, paixão, o que mais?) era o que ela tinha naquele momento.
Pronto, falei, confessei, não fugirei mais. Ás vezes é tão mais fácil seguir o caminho, não? Sofrer sofreremos hora ou outra, sofreremos por estar sozinha quando todo mundo tem alguém, sofreremos porque não temos mais certo alguém que tínhamos a um minuto atrás.
Se jogou, foi o que disse ela. Mas não tinha ninguém garantir uma queda suave. Mas tinha alguém para se jogar junto, e não é isso que vale?
Pois tudo é sinônimo e antônimo mesmo.
sábado, 2 de outubro de 2010
A terapeuta dele, uma tia holística com voz de pata morrendo afogada, um belo dia abriu a porta do seu consultório para mim e, sem nunca ter me visto na vida e nem ouvido a minha versão, já foi logo dizendo "você estragou tudo sendo louca, quem te agüenta?"
Essa frase me acompanhou pelos últimos meses não me deixando dormir, comer, trabalhar, gostar, respirar ou sorrir direito. Pela primeira vez na vida eu tive vontade de morrer.
Mas hoje, enquanto trabalhadores são mortos confundidos com bandidos e o PCC ganha o direito de "negociar" com o país, mesmo o governo jamais admitindo isso, enquanto gente que morre de medo de perder o emprego precisa escolher entre o salário de merda e a vida de merda porque de um lado temos um governo incapaz de tranqüilizar a população e do outro uma mídia sensacionalista que já explodiu até o Shopping Iguatemi (por que não explodem o cérebro daquelas garotas modeletes lânguidas patricinhas que falam pelo nariz e conseguem tudo pelo silicone?), aproveito para fechar todas as minhas portas e me proteger da insanidade descontrolada do mundo. É chegada a hora do meu toque de recolher.
Começo fechando a porta do consultório da pata afogada, dizendo a ela que sim, ela tinha toda a razão: eu era realmente louca e insuportável. Mas que mulher não seria louca e insuportável ao lado de um homem que, sempre sorrindo para disfarçar que é humano, sempre em bando para disfarçar que sente fraquezas e sempre dormindo para disfarçar que está vivo, não tem a menor idéia do que quer fazer agora, daqui dez horas e daqui dez anos?
Que mulher não ficaria insana e desequilibrada ao lado de um homem que diz com a boca que ama mas não diz com os olhos, que diz com a boca que está ali para o que der e vier, mas não diz com os atos? Que mulher não ficaria infeliz e depressiva ao lado de um homem que não a beija na boca mais de quinze segundos porque o celular está tocando, que é incapaz de passar um feriado ao lado dela numa pousadinha bacana sem levar toda a trupe de meninos crescidos, que é incapaz de olhar nos olhos dela, um segundo que seja, e sentir que não precisa de mais nada?
Que mulher não piraria e não ficaria chata ao lado de um homem cheio de músculos mas sem nenhuma força para ser um homem melhor? Não, eu não queria o homem perfeito que eu idealizei não, eu só queria um homem de verdade. Um homem que namora de verdade, que ama de verdade, que tenta de verdade, que encara a vida de verdade, que sofre de verdade, que tem saudade de verdade, que tem dor de verdade, que é humano de verdade.
Não, sua pata véia afogada, eu não precisava de um pai, eu não precisava de cuidados 24 horas por dia, eu não precisava de alguém para me salvar, eu não colocava nele toda a minha felicidade, eu não queria mandar nele, eu não queria que ele deixasse de ver a Lua ou curtir o Sol, eu só queria que ele tivesse me amado metade do que ele disse que amava. Ou metade do que eu amava.
Que mulher não seria digna de uma camisa de força ao ver que o homem que ela ama é o maior de todos os homens por dentro, mas insiste em ser um idiota, cercado de coisas, palavras, musicas, lugares e pessoas idiotas, por fora? Que mulher não babaria tomando choques na cabeça, ao saber que o homem mais sensível, puro e lindo do mundo, insiste, por medo que o machuquem, em se fazer de invencível e cagar pro resto do mundo?
E por fim, eu pergunto a você minha querida super profissional patolina afogada: que mulher suportaria amar um homem que, incapacitado em fuder com a vida da mulher que fudeu com a dele, resolveu fuder com a minha que não tinha nada a ver com isso? Eu só queria ganhar uns beijos e alguns olhares de amor, só isso.
Chega, não quero mais essa culpa, esse inconformismo e essa incapacidade de não pensar nessa merda toda. Não quero mais essa fresta por onde entra tanto frio e tanta dor. Nesse momento, fecho a porta inútil do seu consultório escuro e aproveito para fechar também a porta entreaberta que ele deixou no meu coração.
Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente.
Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.
Você varreu da sua vida de mesmices seguras, de calmarias estúpidas, de ideais banais, de auto-controles medrosos, de superficialidades controladas, de felicidades fáceis, de gostos iguais, de angústias disfarçadas, de ego machucado, de baladas tristes, de meninas fúteis, de praias iradas, de solidões acalmadas pelo sono, uma mulher com todos os defeitos e loucuras que só uma grande e verdadeira mulher que ama tem.
Hoje eu fecho as portas para o ódio descontrolado de quem passa fome ao lado de grandes mansões, fecho as portas da goela estridente da véia coroca que viu sem enxergar mas acabou me fazendo ver ainda melhor quem eu sou e ter orgulho disso, aproveito para fechar de vez, para você, as portas do meu coração que de tanto pedir esmolas, estava virando bandido.
Essa frase me acompanhou pelos últimos meses não me deixando dormir, comer, trabalhar, gostar, respirar ou sorrir direito. Pela primeira vez na vida eu tive vontade de morrer.
Mas hoje, enquanto trabalhadores são mortos confundidos com bandidos e o PCC ganha o direito de "negociar" com o país, mesmo o governo jamais admitindo isso, enquanto gente que morre de medo de perder o emprego precisa escolher entre o salário de merda e a vida de merda porque de um lado temos um governo incapaz de tranqüilizar a população e do outro uma mídia sensacionalista que já explodiu até o Shopping Iguatemi (por que não explodem o cérebro daquelas garotas modeletes lânguidas patricinhas que falam pelo nariz e conseguem tudo pelo silicone?), aproveito para fechar todas as minhas portas e me proteger da insanidade descontrolada do mundo. É chegada a hora do meu toque de recolher.
Começo fechando a porta do consultório da pata afogada, dizendo a ela que sim, ela tinha toda a razão: eu era realmente louca e insuportável. Mas que mulher não seria louca e insuportável ao lado de um homem que, sempre sorrindo para disfarçar que é humano, sempre em bando para disfarçar que sente fraquezas e sempre dormindo para disfarçar que está vivo, não tem a menor idéia do que quer fazer agora, daqui dez horas e daqui dez anos?
Que mulher não ficaria insana e desequilibrada ao lado de um homem que diz com a boca que ama mas não diz com os olhos, que diz com a boca que está ali para o que der e vier, mas não diz com os atos? Que mulher não ficaria infeliz e depressiva ao lado de um homem que não a beija na boca mais de quinze segundos porque o celular está tocando, que é incapaz de passar um feriado ao lado dela numa pousadinha bacana sem levar toda a trupe de meninos crescidos, que é incapaz de olhar nos olhos dela, um segundo que seja, e sentir que não precisa de mais nada?
Que mulher não piraria e não ficaria chata ao lado de um homem cheio de músculos mas sem nenhuma força para ser um homem melhor? Não, eu não queria o homem perfeito que eu idealizei não, eu só queria um homem de verdade. Um homem que namora de verdade, que ama de verdade, que tenta de verdade, que encara a vida de verdade, que sofre de verdade, que tem saudade de verdade, que tem dor de verdade, que é humano de verdade.
Não, sua pata véia afogada, eu não precisava de um pai, eu não precisava de cuidados 24 horas por dia, eu não precisava de alguém para me salvar, eu não colocava nele toda a minha felicidade, eu não queria mandar nele, eu não queria que ele deixasse de ver a Lua ou curtir o Sol, eu só queria que ele tivesse me amado metade do que ele disse que amava. Ou metade do que eu amava.
Que mulher não seria digna de uma camisa de força ao ver que o homem que ela ama é o maior de todos os homens por dentro, mas insiste em ser um idiota, cercado de coisas, palavras, musicas, lugares e pessoas idiotas, por fora? Que mulher não babaria tomando choques na cabeça, ao saber que o homem mais sensível, puro e lindo do mundo, insiste, por medo que o machuquem, em se fazer de invencível e cagar pro resto do mundo?
E por fim, eu pergunto a você minha querida super profissional patolina afogada: que mulher suportaria amar um homem que, incapacitado em fuder com a vida da mulher que fudeu com a dele, resolveu fuder com a minha que não tinha nada a ver com isso? Eu só queria ganhar uns beijos e alguns olhares de amor, só isso.
Chega, não quero mais essa culpa, esse inconformismo e essa incapacidade de não pensar nessa merda toda. Não quero mais essa fresta por onde entra tanto frio e tanta dor. Nesse momento, fecho a porta inútil do seu consultório escuro e aproveito para fechar também a porta entreaberta que ele deixou no meu coração.
Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente.
Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.
Você varreu da sua vida de mesmices seguras, de calmarias estúpidas, de ideais banais, de auto-controles medrosos, de superficialidades controladas, de felicidades fáceis, de gostos iguais, de angústias disfarçadas, de ego machucado, de baladas tristes, de meninas fúteis, de praias iradas, de solidões acalmadas pelo sono, uma mulher com todos os defeitos e loucuras que só uma grande e verdadeira mulher que ama tem.
Hoje eu fecho as portas para o ódio descontrolado de quem passa fome ao lado de grandes mansões, fecho as portas da goela estridente da véia coroca que viu sem enxergar mas acabou me fazendo ver ainda melhor quem eu sou e ter orgulho disso, aproveito para fechar de vez, para você, as portas do meu coração que de tanto pedir esmolas, estava virando bandido.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Pode ser leve, doce, lindo e quase perfeito. Talvez seja um pecado doce, luxúria ou só amor. Eu preciso lhe dizer, muito, muito mesmo, então não apareça até eu desistir, vai ser bem melhor assim.
Nós podemos ser 'para sempre', eu posso cuidar de você e você me fazer sorrir, poderemos ter um filho, um animal de estimação e um álbum de casamento. Não! A gente não pode, não podemos nada, porque vai ser melhor, bem melhor para ti
Nós podemos ser 'para sempre', eu posso cuidar de você e você me fazer sorrir, poderemos ter um filho, um animal de estimação e um álbum de casamento. Não! A gente não pode, não podemos nada, porque vai ser melhor, bem melhor para ti
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Levantei meio indisposta. Não quis atender o telefone que tocava, e o toque aos poucos começou a me irritar, tirei o fio, deitei na cama, e fiquei ouvindo música, entre músicas e lágrimas, livros e uma interpretação bem ruim. O dia estava chuvoso, o ânimo também, talvez o sol tivesse levado tudo que existia de bom, vai saber.
Caminhei pela casa, o ar estava pesado, saí um pouco, uma volta por essas ruas desconhecidas era tudo que eu podia fazer, cheguei em casa e fiquei sabendo de pequenas novidades, grandes talvez, não me incluiam, isso não era surpresa, nesse dia não, acordei com ar de indiferente, talvez eu dormisse assim também.
A essa hora eu já estava meio embriagada, não conseguiria continuar lendo, nem sorrindo pra disfarçar - o que era pior. Não conseguia mais andar, pois um passo ia de encontro com o outro, sempre tropeçando, não dava pra fazer mais nada a não ser dormir. Dormir para ver se tudo passava, dormir para tentar acordar sorrindo, dormir para ver se eu ficava melhor, e saber que isso não aconteceria, me fazia dormir sem esperanças (...)
Caminhei pela casa, o ar estava pesado, saí um pouco, uma volta por essas ruas desconhecidas era tudo que eu podia fazer, cheguei em casa e fiquei sabendo de pequenas novidades, grandes talvez, não me incluiam, isso não era surpresa, nesse dia não, acordei com ar de indiferente, talvez eu dormisse assim também.
A essa hora eu já estava meio embriagada, não conseguiria continuar lendo, nem sorrindo pra disfarçar - o que era pior. Não conseguia mais andar, pois um passo ia de encontro com o outro, sempre tropeçando, não dava pra fazer mais nada a não ser dormir. Dormir para ver se tudo passava, dormir para tentar acordar sorrindo, dormir para ver se eu ficava melhor, e saber que isso não aconteceria, me fazia dormir sem esperanças (...)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
“Eu devo reconhecer que ninguém me conhece. Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquela que fez aquilo, não está mais aqui. Eu sou literalmente outra.”
domingo, 26 de setembro de 2010
Recordar é viver, já diz a antiga e velha frase clichê.
Quando recordamos trazemos para nós aquele momento vivido. Uma sensação de conforto, segurança, que quando é um momento feliz, pode até se espelhar na lágrima que escorre enquanto se lembra. E quando esse momento lembrado deveria ser um momento esquecido? Não se manda na mente, nem no coração. Onde mandamos então? Será que somos escravos, que vivemos e seguimos cada pensamento e sentimento que temos? Na verdade nossa única força contra eles é o livre arbítrio para poder seguir a risca, sem temores, sem medos, sem timides. Podemos escolher se queremos viver pensando, ou queremos viver sentindo, somos somente escravos de nós mesmos, de nossos próprios medos. Você poder ter controle sobre o que quiser, pode se achar forte o tempo todo. Sua mente te pedirá isso, e você obedecerá. Ninguém atingirá a perfeição, mais poder chegar próximo, tenho como não ser de mal algum a alguém. Só sei que vou poder olhar no espelho, e dizer: Ei, eu conheço você. Por fim, olhe em meus olhos, e me diz o que vê, se acasso conseguir.
Quando recordamos trazemos para nós aquele momento vivido. Uma sensação de conforto, segurança, que quando é um momento feliz, pode até se espelhar na lágrima que escorre enquanto se lembra. E quando esse momento lembrado deveria ser um momento esquecido? Não se manda na mente, nem no coração. Onde mandamos então? Será que somos escravos, que vivemos e seguimos cada pensamento e sentimento que temos? Na verdade nossa única força contra eles é o livre arbítrio para poder seguir a risca, sem temores, sem medos, sem timides. Podemos escolher se queremos viver pensando, ou queremos viver sentindo, somos somente escravos de nós mesmos, de nossos próprios medos. Você poder ter controle sobre o que quiser, pode se achar forte o tempo todo. Sua mente te pedirá isso, e você obedecerá. Ninguém atingirá a perfeição, mais poder chegar próximo, tenho como não ser de mal algum a alguém. Só sei que vou poder olhar no espelho, e dizer: Ei, eu conheço você. Por fim, olhe em meus olhos, e me diz o que vê, se acasso conseguir.
sábado, 25 de setembro de 2010
E você? Que raios me ensinou?. Mas hoje, posso dizer que foi você quem me ensinou a lição mais importante da minha vida: você me ensinou a sofrer. Eu nunca, nunca, em dezoito anos de vida, tinha sofrido. Nunca. Claro, eu odiava ver meus pais quebrando o pau quando era criança, mas eu lembro que eu, pequenininha, pensava: um dia um príncipe vai me levar para longe dessa casa com gente louca que fuma demais, berra demais, desmaia e chuta vasos. Eu sofri também na escola, quando para alguém me enxergar eu tinha de promover bizarrices. Mas eu era muito nova para me separar das bizarrices e acabava também chamando a minha atenção: será que eu sou bizarra? Depois, em casa, quando eu dobrava direitinho o uniforme para o dia seguinte e me sentia um papel de parede bege que ninguém entende pra que serve, eu pensava: um dia um príncipe vai me levar pra longe dessa falta de vida, dessa falta de beleza, dessa falta de compreensão, dessa falta de cor, dessa falta de sei lá o que porque eu era novinha demais pra saber o que faltava. Esperar o raio do príncipe sempre disfarçou minha dor, sempre me refugiou dela. Mas quando você, me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e acabei deixando a dor vencer. Pela primeira vez a realidade falou mais alto que a fantasia. Pela primeira vez a realidade da sua ausência falou mais alto que a fantasia de anos a sua espera. E você podia recusar minha incapacidade de me sentir amada e me amar de novo, ou ao menos se divertir infinitamente e novamente pulando na areia comigo. Sofri pra caralho, como diz por aí quem sofre pra caralho. Mais do que livros cabeças, músicas bacanas, frases inteligentes, lugares descolados ou posições sexuais, você me ensinou o que realmente importa aprender nessa vida: que a vida pode ser uma grande, imensa e gigantesca merda. É, ela pode ser. E que não existe porra de príncipe porra nenhuma. Que nem ninguém e nem nada pode te levar para longe de nada. É isso e pronto. E é assim pra todo mundo. E pronto. Qual o drama? A dor infinita dos dias infinitos que vieram depois do dia em que você se foi pra sempre veio misturada com toda a dor que eu não senti em todos esses anos. A dor do seu pé na bunda trouxe vasos jogados, bitucas eternas de cigarros em longas discussões pesadas, tardes perdidas em odiar o mundo, cabeças viradas, corredores frios, papéis de parede beges e grupinhos festivos e fechados.A nossa dor acabou sendo toda a dor que fazia fila em mim para ser sentida.
E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.
E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:
pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer
espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou
aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de
uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um
semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro
desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar
e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum
momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro
que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,
implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo:
pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer
espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou
aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de
uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um
semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro
desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar
e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum
momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro
que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,
implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.
[Caio Fernando de Abreu]
[Caio Fernando de Abreu]
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
- Essas dores, loucuras, devaneios, geralmente passam? Fica tudo mais fácil?
- A vida?
- É, sabe me dizer como acontece?
- O que você quer ouvir de mim?
- Minta.
- Olhe, se eu te der esse doce e você comer, sua vida ficará mais linda, as pessoas serão mais sinceras, seu sorriso mais frequente, o mundo mais agradável, será anestesiado contra toda e qualquer dor.
- Vamos dividir um?
- A vida?
- É, sabe me dizer como acontece?
- O que você quer ouvir de mim?
- Minta.
- Olhe, se eu te der esse doce e você comer, sua vida ficará mais linda, as pessoas serão mais sinceras, seu sorriso mais frequente, o mundo mais agradável, será anestesiado contra toda e qualquer dor.
- Vamos dividir um?
sábado, 18 de setembro de 2010
um dia me disseram para ter paciência porque a saudade é um sentimento nobre que poucos podem ter... que somente as pessoas que realmente tem capacidade amar podem senti-la. mas infelizmente tudo tem seu preço. porque quem sente saudade é sinal de algo no passado foi inesquecível. é sinal de alguém não apenas passou por sua vida e sim que permanece... e que faz grande falta.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Não me deixe mais paquerar qualquer cara bobo, mal vestido, sem assunto e sem magia só porque preciso de algum bosta me ligando pra me sentir mais mulher. Isso é coisa de gente imoral, de gente com mais medo da solidão do que o auge do meu medo da solidão. Não me deixe mais confundir amor com ego e ficar aprisionada tantos bons anos num rapaz tão comum. Comum ao ponto de eu querer ser tão comum quanto ele só porque, para mim, isso é ser diferente."
Não me deixe mais...
Não me deixe mais...
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Todo mundo tem um dia ruim, todo mundo acorda as vezes com vontade de não levantar, de não sair do quarto, de sumir, de desaparecer um pouco, todo mundo, um dia, tem vontade de viver de boas lembraças, tem vontade de deixar as decepções, as pessoas que fazem mal, e o desanimo. Mas as vezes deixar essas coisas não funciona, ignorar, não altera, e assim, acumula, e acumular, dói, acumular, machuca, acumular, uma hora cansa, acumular, realmente, irrita, uma hora, o limite acaba, a paciência esgota, e aí, as saidas somem, e achar uma porta, em uma sala sem paredes fica difícil.
E enfim, muitas vezes a gente se sobrecarrega, as coisas parecem não se encaixar, de forma nenhuma, dá raiva de quem não erra, de quem erra, de quem faz, de quem não faz, a ignorância alheia, e afins, tudo isso dói, tudo isso, é muito, muito pouco, mas o suficiente, para acabar com alguns dias, o suficiente, para acumular mais um pouco, daquelas coisas ruins, que a gente, anda sentindo...
Dias ruins, todo mundo tem, mas as vezes, cansa, sim, cansa...
E enfim, muitas vezes a gente se sobrecarrega, as coisas parecem não se encaixar, de forma nenhuma, dá raiva de quem não erra, de quem erra, de quem faz, de quem não faz, a ignorância alheia, e afins, tudo isso dói, tudo isso, é muito, muito pouco, mas o suficiente, para acabar com alguns dias, o suficiente, para acumular mais um pouco, daquelas coisas ruins, que a gente, anda sentindo...
Dias ruins, todo mundo tem, mas as vezes, cansa, sim, cansa...
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é vera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos.
[Caio F.]
[Caio F.]
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
É hora de acordar, não vá se atrasar! Quem nunca ouviu isso da mãe, da esposa, de alguém? É, mas as vezes não basta abrir os olhos, as vezes é necessário fixar a mente na própria vida, e perguntar a si, "o que eu tô fazendo? O que eu tenho feito?", as vezes a gente precisa de algo que nos faça provocar o desejo de descobrir o que está acontecendo, provocar o desejo de deixar de ouvir aqueles barulhos pavorosos que enlouquecem, e não existe despertador que nos faça levantar, calçar os sapatos e dizer, "É HOJE!" O que existe é vontade mesmo, que vem de dentro, é a percepção de que assim, sem saber, não dá. Mesmo que o estrago seja divertido, quem é que gosta de viver só de sorrisos, chega a parecer ironia, vida que é vida, tem que ter altos e baixos, erros e acertos, e um aprender eterno.
E de repente você acorda, olha no espelho e um brilho nos seus olhos te diz, "Ei, você se apaixonou.", que mal existe nisso? Você não vai mais precisar voltar para casa depois de ter saído com os amigos, tendo em mente que queria ser de alguém, de alguém que não sabe quem, agora você já sabe, basta ir atrás, ou não. Mas o gostoso mesmo de estar apaixonado, é saber que aquela pessoa é exatamente o que você quer, o que você precisa, é aquilo que você sonhara, e dane-se os defeitos, ver aquele alguém te dá uma puta vontade de esquecer um pouco de si para se doar um pouco, de de ir atrás, de quebrar as barreiras, de sair de madrugada, tocar a campainha, e fazer uma declaração, ver aquele alguém entrando na internet, te dá um frio na barriga, e quando ele fala com você, não importa se o tom é doce ou frio, o que importa é que é ele. E se dá tudo certo, aí sim, o brilho dos teus olhos são inapagáveis, agora é isso, você aprendeu a ceder, aprendeu a amar, aprende a viver junto, e um dia, um dia acaba, e sem saber o porquê, você se desfaz. Passam dias, meses, ele te procura, não dizendo que te ama, mas te amando no escuro, um amor vulgarizado, uma conversa fria, sem sentimentos aparentes, te coloca de volta na vida dele, em um cargo que você não queria ocupar, e você? Você aceita, não porque não se dá valor, ou porque é uma idiota, mas porque ele te lembra mistério, e o coração as vezes é burro, e eu sou dessas, meu coração é assim, se apaixona por algo distante, porque casar com o vizinho e ter uma vida inteira previsível já está bem cotado no mercado, casamentos inteligentes estão bem cotados. Coração inteligente procura alguém que mora perto, tem uma renda estável, não viaja, não tira os pés do chão, coração burro não, coração burro, vai atrás, voa sabendo que pode cair, e quando se parece impossível, ainda tem esperanças, mesmo que vá quebrar a cara, coração burro, ah, coração burro quer realizar o impossível, e mostrar que consegue, e são desses que eu sou fã, assim de carteirinha, e não me arrependo, nem um ínfimo arrependimento existe, porque quando é amor para valer, não dá para deixar a luta. E agora? É hora de acordar, não posso me atrasar...
Quando eu falava de essencial, eu não fazia noção do quanto.
E de repente você acorda, olha no espelho e um brilho nos seus olhos te diz, "Ei, você se apaixonou.", que mal existe nisso? Você não vai mais precisar voltar para casa depois de ter saído com os amigos, tendo em mente que queria ser de alguém, de alguém que não sabe quem, agora você já sabe, basta ir atrás, ou não. Mas o gostoso mesmo de estar apaixonado, é saber que aquela pessoa é exatamente o que você quer, o que você precisa, é aquilo que você sonhara, e dane-se os defeitos, ver aquele alguém te dá uma puta vontade de esquecer um pouco de si para se doar um pouco, de de ir atrás, de quebrar as barreiras, de sair de madrugada, tocar a campainha, e fazer uma declaração, ver aquele alguém entrando na internet, te dá um frio na barriga, e quando ele fala com você, não importa se o tom é doce ou frio, o que importa é que é ele. E se dá tudo certo, aí sim, o brilho dos teus olhos são inapagáveis, agora é isso, você aprendeu a ceder, aprendeu a amar, aprende a viver junto, e um dia, um dia acaba, e sem saber o porquê, você se desfaz. Passam dias, meses, ele te procura, não dizendo que te ama, mas te amando no escuro, um amor vulgarizado, uma conversa fria, sem sentimentos aparentes, te coloca de volta na vida dele, em um cargo que você não queria ocupar, e você? Você aceita, não porque não se dá valor, ou porque é uma idiota, mas porque ele te lembra mistério, e o coração as vezes é burro, e eu sou dessas, meu coração é assim, se apaixona por algo distante, porque casar com o vizinho e ter uma vida inteira previsível já está bem cotado no mercado, casamentos inteligentes estão bem cotados. Coração inteligente procura alguém que mora perto, tem uma renda estável, não viaja, não tira os pés do chão, coração burro não, coração burro, vai atrás, voa sabendo que pode cair, e quando se parece impossível, ainda tem esperanças, mesmo que vá quebrar a cara, coração burro, ah, coração burro quer realizar o impossível, e mostrar que consegue, e são desses que eu sou fã, assim de carteirinha, e não me arrependo, nem um ínfimo arrependimento existe, porque quando é amor para valer, não dá para deixar a luta. E agora? É hora de acordar, não posso me atrasar...
Quando eu falava de essencial, eu não fazia noção do quanto.
domingo, 12 de setembro de 2010
Entre nós dois, as emoções são sempre diferentes, você sempre tem uma bela surpresa para colorir ainda mais o nosso relacionamento. Não importa o lugar em que eu esteja, você sempre está em meu pensamento, em casa atitude, em cada gesto, penso em nós dois, unidos por um único motivo, o Amor. Você tem uma presença constante em minha vida, e que contagia o meu coração. Ah, como é bom ter um ser especial ao meu lado e seguir juntos no mesmo caminho.
sábado, 11 de setembro de 2010
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa...
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você.
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa...
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sabe o que deveria fazer alguém feliz? O sorriso de uma criança, é mágico, é meigo, é verdadeiro, é inocente. A tristeza de um adulto, deveria ser motivo de desespero, de preucupação, de solidariedade, e não de comentários alheios, de pessoas influentes. A estupidez de algumas pessoas, deveria dar câncer, julgar os erros das pessoas deveria ser crime, perdão, deveria ser lei!
Ser justo, ser simpático, ser tolerante, sorrir para os vizinhos, dizer bom dia a faxineira, ficar um pouco com os cachorros, ter tempo para ouvir os amigos, proteger as pessoas quando possível, amar o próximo, querer o bem não importando a quem, fazer as coisas da forma mais precisa, desculpar, ser solidário, menos arrogante, menos estupido, menos masoquista, menos orgulhoso, menos cabeça dura, mudar de idéia, amar muito, honrar a palavra amizade, saber que mesmo quando estressado não se tem direito de descontar em ninguém, ser justo, ser simpático, ser tolerante(...)Dói? As pessoas preferem se acustumar a sofrer, do que dar o primeiro passo, a mudar! Que mundo é esse? Que pessoas são essas? Não é assim que funciona, ou é?
As coisas mudaram, e eu não consegui acompanhar, tanta sujeira, foi bom, fiquei de fora obervando as tolices que o ser humano insiste, persiste e comete.
Ser normal, ser você, não querer ser melhor, não querer ser quem você não é, não viver em função de agradar, deixar a vida te levar, não ter vergonha de ser feliz, nem de perguntar "você precisa de ajuda?", não ir além do que se deve, e se ir, com cuidado. Não fazer as coisas com intuito de machucar alguém, não trair, não achar que traição é só entre namorados, ficantes, marido e mulher, tudo isso, faz bem! Seja simples, seja feliz, seja gurreiro, seja, seja, seja (...)
Ouça conselhos, tente outra vez, seja melhor, seja você mesmo, não tente fugir, ame. Dê uma chance para você, uma chance para o amor, ouça as crianças, seja menos adulto as vezes, maduro quando precisar...
Vamos, ainda tem tempo. Isso está a mercê daquilo
Ser justo, ser simpático, ser tolerante, sorrir para os vizinhos, dizer bom dia a faxineira, ficar um pouco com os cachorros, ter tempo para ouvir os amigos, proteger as pessoas quando possível, amar o próximo, querer o bem não importando a quem, fazer as coisas da forma mais precisa, desculpar, ser solidário, menos arrogante, menos estupido, menos masoquista, menos orgulhoso, menos cabeça dura, mudar de idéia, amar muito, honrar a palavra amizade, saber que mesmo quando estressado não se tem direito de descontar em ninguém, ser justo, ser simpático, ser tolerante(...)Dói? As pessoas preferem se acustumar a sofrer, do que dar o primeiro passo, a mudar! Que mundo é esse? Que pessoas são essas? Não é assim que funciona, ou é?
As coisas mudaram, e eu não consegui acompanhar, tanta sujeira, foi bom, fiquei de fora obervando as tolices que o ser humano insiste, persiste e comete.
Ser normal, ser você, não querer ser melhor, não querer ser quem você não é, não viver em função de agradar, deixar a vida te levar, não ter vergonha de ser feliz, nem de perguntar "você precisa de ajuda?", não ir além do que se deve, e se ir, com cuidado. Não fazer as coisas com intuito de machucar alguém, não trair, não achar que traição é só entre namorados, ficantes, marido e mulher, tudo isso, faz bem! Seja simples, seja feliz, seja gurreiro, seja, seja, seja (...)
Ouça conselhos, tente outra vez, seja melhor, seja você mesmo, não tente fugir, ame. Dê uma chance para você, uma chance para o amor, ouça as crianças, seja menos adulto as vezes, maduro quando precisar...
Vamos, ainda tem tempo. Isso está a mercê daquilo
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Me chamo Eduardo, namorei por três anos. Quando conheci a Paula , ambos tinhamos 17 anos. Nos três primeiros meses era mil maravilhas. Nossa! Depois se tornou um inferno. Ela era muito ciumenta, começou a dar escândalos. Brigava por motivo fúteis. O problema era que eu amava muito ela. Fazia de tudo por ela, achando que um dia tudo iria mudar. Terminamos e voltamos por várias vezes. Chegou um ponto que brigavamos por qualquer motivo. Decidimos realmente que não iria mais dar certo e terminamos definitivamente. Eu fiquei muito mal em casa , não tinha vontade de sair , não conseguia dormir. Passou sete dias, não aguentei e liguei para a casa dela. No meio da conversa ela falou que tinha saído com um cara e tinha ficado com ele , para me esquecer. Nunca irei esquecer aquele momento ao telefone. Parecia que alguém tinha colocado uma faca no meu coração, contive as lágrimas ao telefone e mantive a voz, serena, falei que não tinha problema e que nunca mais iria procurar ela. Desliguei o telefone e me dirigi ao quarto parecia que mais nada nesta vida tinha sentido, não consegui dormir naquela noite. Os dias foram passando e a dor só piorando. Meu rendimento no trabalho caiu muito, eu não me importava com mais nada. Ao chegar em casa tinha vontade de ligar, meu orgulho não deixava. Quando ia dormir rezava muito para eu esquecer aquele amor que só me dava tristeza. Não adiantava. Os quinze primeiros dias foram terrivéis. Mas depois o coração foi se adaptando. Consegui deixar as emoções de lado e comecei a pensar nos fatos, fui assimilando melhor e tudo foi passando. Até voltar ao nomral, Claro, quem as vezes não tem recaída de pensamentos pela ex? Isso é normal. Depois de três meses, adivinha quem me liga?! Era ela! Meu coração bateu mais forte, tinha sido pego de surpresa, passou mil coisas na cabeça em frações de segundos. Tive vontade de chorar e rir ao mesmo tempo. Voltei a realidade, sem nenhuma empolgação, minha voz ficou serena, conversei normalmente mais nada de intimidades , estava sendo seco. Em um certo momento ela pede para conversar comigo pessoalmente, porque ainda me amava. Meus olhos encheram de lágrimas, meu coração sabia que eu iria sofrer então do nada comecei a cantar a seguinte música: " Cuide bem do seu amor , seja quem for.." Ela começou a chorar no telefone. comecei a chorar também , mais continuei cantando e escutando ela suplicando e pedindo para voltar , pois ela sabia que tinha errado muito e que tinha perdido a pessoa que mais valorizava ela. Meu coração não teve outra saída a não ser desligar o telefone na cara dela. Decidi então naquele mesmo dia..tirar umas férias. Dois dias depois estava na praia sozinho sentado na areia e olhando as ondas. Era um final de tarde, aquilo tudo era tão bom estava me sentindo muito bem. Quando toca o celular era minha mãe dizendo que minha ex tinha sido encontrada morta, suícidio. Ao lado dela foi encontrado uma carta onde dizia: Pai e mãe, eu amo muito vocês, não fiquem triste por mim, pois a vida não tem mais sentido. Eu tive a pessoa mais importante no mundo nas minhas mãos e deixei escapar. Eu amo muito o Dudu e amarei eternamente, sei que ele não me quer mais. Calma mamãe, calma papai, não fiquem bravos com ele. Eu sou a culpada eu tratava ele como se fosse um qualquer. Quando terminamos descobri que ele era tudo pra mim.Tenho um recado e quero que vocês passem para todos os jovens desse mundo.
Cuide bem do seu amor, seja quem for.
(autor desconhecido)
Cuide bem do seu amor, seja quem for.
(autor desconhecido)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Existem coisas que hora ou outra cansam, você enjoa de ouvir reclamações, críticas, gritos, enjoa de discussões, falsidade, e definitivamente, seus planos, devaneios e sua felicidade vão ecoando, por ruas e avenidas. Não é bom saber que isso aconteceu comigo a pouco. Uma sensação ruim vem me predominando, não de tristeza, confesso que a felicidade tem me encontrado geralmente, mas sim, uma dor, uma preocupação, um arrepio frio, uma vontade de ser feliz longe daqui.
Alguns motivos me prendem a este lugar, deposito aqui todas as minhas angústias, os meus anseios, minhas loucuras, meu ódio, transformo tudo em palavra, cada ínfima tentativa frustrada, vira frase ao em vez de lágrima, cada lágrima vira sorriso, e é assim que eu vou vivendo.
Eu não gosto do clichê, e aprendi quando tenho que ficar quieta, o diálogo pode resolver tudo, mas tem hora para conversar, as vezes me perco em uns pensamentos, e noto que passei muito tempo pensando em ajudar os outros, absorvendo os problemas deles, e esquecendo os meus, por um segundo, ví que antes de ajudar alguém, a gente deve perguntar para nós mesmos "Eu preciso de ajuda?" se sim, então antes, irei ajudar a mim mesmo(a), isso não é egoísmo, é deixar de omitir para sí o que você vem sentindo, quando não temos forças para lidar com a nossa própria vida, é muito difícil colaborar com algo na de alguém. Vez ou outra alguém que amamos se encontra em uma situação desagradável, complicada, e infelizmente por mais que nossa vontade seja ajudar, existem ocasiões onde tentar ajudar só piora, tem dias que só precisamos ficar em paz, sozinhos, sem ouvir vozes, reclamações, gargalhadas, portanto, hoje o que tenho a pedir é, silêncio.
"Mas eu sei que devo seguir em frente, embora doa eu devo ser forte, porque dentro de mim, eu sei que muitos sentem-se desse jeito.." (Creed - Dont Stop Dancing ♪)
Alguns motivos me prendem a este lugar, deposito aqui todas as minhas angústias, os meus anseios, minhas loucuras, meu ódio, transformo tudo em palavra, cada ínfima tentativa frustrada, vira frase ao em vez de lágrima, cada lágrima vira sorriso, e é assim que eu vou vivendo.
Eu não gosto do clichê, e aprendi quando tenho que ficar quieta, o diálogo pode resolver tudo, mas tem hora para conversar, as vezes me perco em uns pensamentos, e noto que passei muito tempo pensando em ajudar os outros, absorvendo os problemas deles, e esquecendo os meus, por um segundo, ví que antes de ajudar alguém, a gente deve perguntar para nós mesmos "Eu preciso de ajuda?" se sim, então antes, irei ajudar a mim mesmo(a), isso não é egoísmo, é deixar de omitir para sí o que você vem sentindo, quando não temos forças para lidar com a nossa própria vida, é muito difícil colaborar com algo na de alguém. Vez ou outra alguém que amamos se encontra em uma situação desagradável, complicada, e infelizmente por mais que nossa vontade seja ajudar, existem ocasiões onde tentar ajudar só piora, tem dias que só precisamos ficar em paz, sozinhos, sem ouvir vozes, reclamações, gargalhadas, portanto, hoje o que tenho a pedir é, silêncio.
"Mas eu sei que devo seguir em frente, embora doa eu devo ser forte, porque dentro de mim, eu sei que muitos sentem-se desse jeito.." (Creed - Dont Stop Dancing ♪)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Eu ainda me lembro daqueles planos, que vastos, se espalharam por ruas e avenidas, dos planos, da escolha das cores para as paredes de uma futura casa, do nome para o futuro filho, ainda me lembro de cada detalhe, que sem ser consolidado, se perdeu, me lembro muito bem, das conversas, apelidos, discussões, quantas vezes eu esqueci? Guardei no fundo da memória, para dizer, EU NEM ME LEMBRO MAIS, quantas vezes atropelamos as barreiras da amizade, do amor, e partimos para insegurança?
Ainda me lembro muito bem, de você imitando meu sotaque, perguntando o que eu comi, com quem andei, para onde fui, me lembro dos conselhos para vida e até mesmo para o colégio, eu já era acostumada a te ter disponível sempre que eu precisava, meu destino, meu futuro, tudo isso? Eu tinha te entregado.
Me lembro que em um dia 31 de algum mês te conheci, me lembro a roupa que eu usava, as palavras que eu usei, ah, faz pouco tempo. Me pergunto de onde vem essa apatia, que a princípio, nunca foi presente em nós.
O tempo que agora decorre, deixa lágrimas, tristeza, e até nostalgia, os momentos sempre excepcionais, e com toda a discrição perdida, estes também se perderam, não sei ao certo em qual dimensão, mas sei que se perderam.
Fica por aqui, um silêncio, uma ausência, uma dor.
Um silêncio que não vem de agora, ele já estava presente, quando você ouvia a minha respiração, e tentava descobrir o que eu sentia, sabia que de você eu esperava palavras que me confortassem, mas assim não foi, e por vezes meu coração acelerou, bateu tão rápido, que daí, você sentiria o meu pulsar, aquele silêncio de fato, não me incomodava, porque eu sabia que estava tudo ali, e mesmo que em silencio, eu conseguia entrar em sua mente (...)
Agora que este me incomoda, não consigo quebrá-lo, este silêncio ficou persistente, consigo até compreender que aconteceu com o dialogo, porém não consigo entender que você partiu, com a intenção de nunca mais voltar.
Sua ausência, nunca foi algo tomado como possível em minha vida, os ponteiros do relógio, continuam a andar, o tempo vai passando, e o silêncio e ausência, ainda por si, permanecem.
E por mais que e tente por na minha cabeça, que tudo isso são coisas imaginárias, que a pessoa que eu conheci, em qualquer circunstância não me deixaria, que esquecer era a solução, é impossível, me dói cada partícula de sentimento, que venho nutrindo por ti, dói muito, e sempre.
Preciso de ti para me ver completa, preciso de ti para ser eu, esqueci de como era quando, eu era apenas eu, me lembro exatamente dos passos dados, pelo tempo em que você, era a melhor parte de mim,mas mesmo assim, preciso muito de mim mesma, a cada segundo, não digo que ando infeliz, com algo que rasga a todo tempo por dentro, mas digo que algo falta, que cada parte de mim, é importante.
Talvez não serão palavras bem ou mal colocadas, que vão te fazer pensar melhor, você com essa mania de opinião formada, "ninguém muda, ninguém manda, ninguém, ninguém" ainda há de entender. Ainda assim, por ai, estou vagando, entre ruas e avenidas, juntamente com as lembranças. O que resta? Resta a esperança. Esperança, nunca sentida, que faz questão de não partir. Cada ínfima tentativa de um mero contato, já é muito, o pouco para mim não é bobagem, por menor que seja, é um indício, quando se ama, tudo é importante.
"e fizesse parar de chover, nos primeiros erros (8
Ainda me lembro muito bem, de você imitando meu sotaque, perguntando o que eu comi, com quem andei, para onde fui, me lembro dos conselhos para vida e até mesmo para o colégio, eu já era acostumada a te ter disponível sempre que eu precisava, meu destino, meu futuro, tudo isso? Eu tinha te entregado.
Me lembro que em um dia 31 de algum mês te conheci, me lembro a roupa que eu usava, as palavras que eu usei, ah, faz pouco tempo. Me pergunto de onde vem essa apatia, que a princípio, nunca foi presente em nós.
O tempo que agora decorre, deixa lágrimas, tristeza, e até nostalgia, os momentos sempre excepcionais, e com toda a discrição perdida, estes também se perderam, não sei ao certo em qual dimensão, mas sei que se perderam.
Fica por aqui, um silêncio, uma ausência, uma dor.
Um silêncio que não vem de agora, ele já estava presente, quando você ouvia a minha respiração, e tentava descobrir o que eu sentia, sabia que de você eu esperava palavras que me confortassem, mas assim não foi, e por vezes meu coração acelerou, bateu tão rápido, que daí, você sentiria o meu pulsar, aquele silêncio de fato, não me incomodava, porque eu sabia que estava tudo ali, e mesmo que em silencio, eu conseguia entrar em sua mente (...)
Agora que este me incomoda, não consigo quebrá-lo, este silêncio ficou persistente, consigo até compreender que aconteceu com o dialogo, porém não consigo entender que você partiu, com a intenção de nunca mais voltar.
Sua ausência, nunca foi algo tomado como possível em minha vida, os ponteiros do relógio, continuam a andar, o tempo vai passando, e o silêncio e ausência, ainda por si, permanecem.
E por mais que e tente por na minha cabeça, que tudo isso são coisas imaginárias, que a pessoa que eu conheci, em qualquer circunstância não me deixaria, que esquecer era a solução, é impossível, me dói cada partícula de sentimento, que venho nutrindo por ti, dói muito, e sempre.
Preciso de ti para me ver completa, preciso de ti para ser eu, esqueci de como era quando, eu era apenas eu, me lembro exatamente dos passos dados, pelo tempo em que você, era a melhor parte de mim,mas mesmo assim, preciso muito de mim mesma, a cada segundo, não digo que ando infeliz, com algo que rasga a todo tempo por dentro, mas digo que algo falta, que cada parte de mim, é importante.
Talvez não serão palavras bem ou mal colocadas, que vão te fazer pensar melhor, você com essa mania de opinião formada, "ninguém muda, ninguém manda, ninguém, ninguém" ainda há de entender. Ainda assim, por ai, estou vagando, entre ruas e avenidas, juntamente com as lembranças. O que resta? Resta a esperança. Esperança, nunca sentida, que faz questão de não partir. Cada ínfima tentativa de um mero contato, já é muito, o pouco para mim não é bobagem, por menor que seja, é um indício, quando se ama, tudo é importante.
"e fizesse parar de chover, nos primeiros erros (8
domingo, 5 de setembro de 2010
Qual foi a última coisa que te fez gritar de alegria e te deixou quase bêbado(a) de felicidade, quase louco(a), que te tirou os pés do chão e te fez correr em círculos sem motivo? Qual foi mesmo MESMO a última coisa que, de tão feliz que era não soube descrever, que quase te fez chorar e te deu um aperto no peito mas ao contrário, de tão boa?
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Eu não sei fazer as coisas certas. Meu travesseiro sempre vence, eu sempre fujo dos exercícios de manhã. As vezes eu me sinto muito incompetente por não saber cozinhar, e sempre fazer as coisas de uma maneira que todo mundo reclama. Eu queria ser uma nerd filhadaputa que passa o dia estudando, e sente remorso ao passar um dia com o namorado. Odeio decepcionar os outros, odeio fazer papel de chata, odeio quando gritam comigo. eu falo demais, eu falo de menos. Eu queria ter menos ciúmes, a minha insegurança é alimentada sete vezes por dia, a minha força de vontade e o meu ego morreram de fome. os meus amigos são tudo na minha vida e eu gosto de achar as nuvens bonitas. Eu gosto de beijos roubados, e surpresas. queria me sentir tão amada 24 hs por dia, e nunca duvidar de ninguém, principalmente dos meus amigos. Eu lembro de um abraço, e de uma música de melhores amigas. Eu gosto de mergulhar de cabeça nas coisas, mas nunca tive a oportunidade disso acontecer e não se misturar com sofrimento. Eu não gosto de ter que controlar sentimentos. Mentiras sinceras não me interresam mais. Eu não gosto que me esqueçam. Eu queria ser mais sincera e engolir menos coisas a seco. Eu choro por nada, e por tudo ao mesmo tempo e eu quase nunca sei explicar o motivo das lágrimas. O meu coração sempre fala mais alto que a minha razão. Aliás, MUITO mais alto.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Tentava dormir mas me lembrava de nós.
Todos os gritos e as loucuras cometidas durante aquela noite de verão, estávamos quase no dia onze de julho e as lembranças pareciam do dia anterior.
Doeu demais saber que você precisou ir e nem me deu um argumento melhor do que 'a gente precisa disso para mais cedo ou mais tarde sorrir.'
Passaram alguns dias e você voltou aqui, violão na mão, música na cabeça, nada afinado, nada coerente, lágrimas no olhar com toda certeza apaixonado.
Eu queria lhe dizer que minha vida mudou, hoje eu já tinha outros planos, outro amor, essa coisa toda de quem quer ser difícil quando na verdade a vontade é abraçar, beijar e dizer eu aceito antes que lhe digam: - 'Volte?'.
Ainda assim, esperei você concretizar não fiz nada além de cantar contigo o refrão "me abraça, me aceita, me aceita assim, meu amor...♪" Você colocou de lado o instrumento e questionou: -'Aceita?'
Eu com o coração na mão, intrigada, questionei também: -'por que foi? Por que voltou?'. Você permaneceu em silêncio, eu senti amor naquilo. Me abraçou, choramos e isso bastou, porque quando é amor, basta. Qualquer demonstração leve de carinho, vale por um mundo inteiro.
Todos os gritos e as loucuras cometidas durante aquela noite de verão, estávamos quase no dia onze de julho e as lembranças pareciam do dia anterior.
Doeu demais saber que você precisou ir e nem me deu um argumento melhor do que 'a gente precisa disso para mais cedo ou mais tarde sorrir.'
Passaram alguns dias e você voltou aqui, violão na mão, música na cabeça, nada afinado, nada coerente, lágrimas no olhar com toda certeza apaixonado.
Eu queria lhe dizer que minha vida mudou, hoje eu já tinha outros planos, outro amor, essa coisa toda de quem quer ser difícil quando na verdade a vontade é abraçar, beijar e dizer eu aceito antes que lhe digam: - 'Volte?'.
Ainda assim, esperei você concretizar não fiz nada além de cantar contigo o refrão "me abraça, me aceita, me aceita assim, meu amor...♪" Você colocou de lado o instrumento e questionou: -'Aceita?'
Eu com o coração na mão, intrigada, questionei também: -'por que foi? Por que voltou?'. Você permaneceu em silêncio, eu senti amor naquilo. Me abraçou, choramos e isso bastou, porque quando é amor, basta. Qualquer demonstração leve de carinho, vale por um mundo inteiro.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
a vida? a vida segue (...)
E entao é guerra, todo mundo no campo de batalha, a melhor arma? O silêncio, a mais útil? A simpátia. Calma, é o melhor argumento, então, é jogo, todas as peças sobre o tabuleiro, a melhor arma? A habilidade. Isso é a vida, cada um por sí, esperando a boa vontade do próximo, é amor, é paixão, é desejo, é amizade, é emoção, são palavras que fluem.
Entre um movimento e outro, algumas palavras leves, as vezes sem querer, segredos revelados, entre milhares de segredos, alguns segredos ocultos, com força guardados, que de forma alguma se pode expor, portanto, cabe a você supor...
... e assim a vida vai, quanta gente leviana, quantos campos de batalha, quanto jogos inúteis, quanta inveja doentia da felicidade do próximo, quanta decepção inesperada, quantos amores não esquecidos, quantos amigos, quer dizer amigos? Infelizmente, com o tempo se distanciam. Assim, cada um toma o seu rumo, nesse circuito que vicía, que desespera, que faz sorrir, que faz chorar. Quantas culpas, arrependimentos, contradições, cartas, palavras, pensamentos, argumentos, sorrisos, lágrimas.
Até que você decide "levantar a bandeira branca",mesmo com medo de ser tarde demais, porém ainda com a consciência que nunca é tarde para fazer a coisa certa, por maior que seja o desespero, a vontade de sair gritando, de pegar um avião e ir atrás dos planos, de sair de casa, ainda se tem responsabilidades...
...Pode falar o que quiser, que eu ainda vou achar reciprocidade uma das coisas, mais lindas e gostosas desse mundo. Até mesmo quando não consigo ser reciproca a sentimentos que se estendem sobre mim.
...Assim a vida segue, desapontar pessoas, faz parte da vida, como a rotina de escovar os dentes, leio e releio frases desse gênero, e engulo seco, decepções não acontecem porque projetaram imagens em nós de quem não eramos, ou porque deixamos de fazer algo, a verdade é que todos nós, não sabemos o que queremos da vida, e jogamos nossas frustrações nas costas dos outros, nas costas de alguém que d-e-v-e-r-i-a ter a resposta. Mentira minha? Entã pegue a senha e aguarde, uma próxima decepção, porque pessoas vez ou outra se decepcionarão com você, se apaixonarão por você...
...E assim a vida? a vida segue, mas é preciso saber desligar, esquecer o caótico trânsito, o desespero de fim de ano, a cobrança interna, a divida externa, se desligar do mundo, e descobrir o próprio tempo, não adianta viver no piloto automático, e esquecer de sorrir ...
...E entre umas coisas e outras, a vida segue (...)
E entao é guerra, todo mundo no campo de batalha, a melhor arma? O silêncio, a mais útil? A simpátia. Calma, é o melhor argumento, então, é jogo, todas as peças sobre o tabuleiro, a melhor arma? A habilidade. Isso é a vida, cada um por sí, esperando a boa vontade do próximo, é amor, é paixão, é desejo, é amizade, é emoção, são palavras que fluem.
Entre um movimento e outro, algumas palavras leves, as vezes sem querer, segredos revelados, entre milhares de segredos, alguns segredos ocultos, com força guardados, que de forma alguma se pode expor, portanto, cabe a você supor...
... e assim a vida vai, quanta gente leviana, quantos campos de batalha, quanto jogos inúteis, quanta inveja doentia da felicidade do próximo, quanta decepção inesperada, quantos amores não esquecidos, quantos amigos, quer dizer amigos? Infelizmente, com o tempo se distanciam. Assim, cada um toma o seu rumo, nesse circuito que vicía, que desespera, que faz sorrir, que faz chorar. Quantas culpas, arrependimentos, contradições, cartas, palavras, pensamentos, argumentos, sorrisos, lágrimas.
Até que você decide "levantar a bandeira branca",mesmo com medo de ser tarde demais, porém ainda com a consciência que nunca é tarde para fazer a coisa certa, por maior que seja o desespero, a vontade de sair gritando, de pegar um avião e ir atrás dos planos, de sair de casa, ainda se tem responsabilidades...
...Pode falar o que quiser, que eu ainda vou achar reciprocidade uma das coisas, mais lindas e gostosas desse mundo. Até mesmo quando não consigo ser reciproca a sentimentos que se estendem sobre mim.
...Assim a vida segue, desapontar pessoas, faz parte da vida, como a rotina de escovar os dentes, leio e releio frases desse gênero, e engulo seco, decepções não acontecem porque projetaram imagens em nós de quem não eramos, ou porque deixamos de fazer algo, a verdade é que todos nós, não sabemos o que queremos da vida, e jogamos nossas frustrações nas costas dos outros, nas costas de alguém que d-e-v-e-r-i-a ter a resposta. Mentira minha? Entã pegue a senha e aguarde, uma próxima decepção, porque pessoas vez ou outra se decepcionarão com você, se apaixonarão por você...
...E assim a vida? a vida segue, mas é preciso saber desligar, esquecer o caótico trânsito, o desespero de fim de ano, a cobrança interna, a divida externa, se desligar do mundo, e descobrir o próprio tempo, não adianta viver no piloto automático, e esquecer de sorrir ...
...E entre umas coisas e outras, a vida segue (...)
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Então, é hora de abrir a janela, de sair desse quarto fechado e escuro, de respirar outro ar...
Vamos, você não é tão masoquista assim, se isso te faz tão mal, porque continuar nutrindo? Vem, vamos, eu te ajudo, é hora de mudar.
Mudar aos poucos, mas mudar, você pode viver sem tal instrumento, sem tal equipamento, sem tal pessoa.
Então, é hora de parar de reclamar, de lametar, e perceber que todos os dias tem um sol lindo, e todas as noites, mesmo que não estreladas, mesmo que sem uma lua cheia, são noites lindas. Portanto, os dias estão aí, todos eles esperando por você, o relógio está ali, e o tempo, continua a passar, não o deixe ir sem você, porque pode se passar uma hora, um dia, uma semana, nove meses, anos, e você permanecer ali, intacto, inofensivo.
Mudar de idéia, não dói, não mudar os planos, é orgulho, esquecer de viver, deve ser tolice. O mundo é um espelho, não seja só, o seu reflexo.
Vamos, você não é tão masoquista assim, se isso te faz tão mal, porque continuar nutrindo? Vem, vamos, eu te ajudo, é hora de mudar.
Mudar aos poucos, mas mudar, você pode viver sem tal instrumento, sem tal equipamento, sem tal pessoa.
Então, é hora de parar de reclamar, de lametar, e perceber que todos os dias tem um sol lindo, e todas as noites, mesmo que não estreladas, mesmo que sem uma lua cheia, são noites lindas. Portanto, os dias estão aí, todos eles esperando por você, o relógio está ali, e o tempo, continua a passar, não o deixe ir sem você, porque pode se passar uma hora, um dia, uma semana, nove meses, anos, e você permanecer ali, intacto, inofensivo.
Mudar de idéia, não dói, não mudar os planos, é orgulho, esquecer de viver, deve ser tolice. O mundo é um espelho, não seja só, o seu reflexo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Dizia a previsão do tempo que uma chuva iria cair resolvi me prevenir levando na bolsa um guarda-chuva, era um dia frio da estação de outono, você era o verão que ainda sem saber me aquecia e eu a garota prudente com medo de arriscar.
A temperatura estava realmente congelando meus sentidos - não só a temperatura. Eu estava com medo, tudo era perturbante, mas sem neurose, ainda dava para caminhar sobre as folhas secas caídas ao chão, ouvia os meus passos leves e o constante ruido do salto alto, as lágrimas secavam enquanto escorriam pela face e a chuva caia, esqueci que eu possuía um meio de me proteger e continuei caminhando, seguia pensando em tudo que vinha acontecendo, eu odiava isto mas vez ou outra era necessário.
Olhei em uma vitrine e vi que a maquiagem escorria junto as lágrimas, os cabelos já estavam sem formato e as roupas obtiveram a transparência que a água as dá, entretanto isso não me deixava nada aflita, eu estava irrevogavelmente apaixonada, preocupada e mal, parecia uma fase irresponsável de uma pessoa qualquer, ou uma neurose absurda, eu estava sorrindo, sorrindo e chorando, buscando as palavras que desapareciam com o tempo, com o vento, com a chuva, sem perceber cheguei na tua porta, eu estava ali, preparada - ou não.
Dentro de mim havia uma certeza, daquele momento não poderia passar, ainda assim, desci as escadas do prédio eu precisava de calma, de mais calma, precisava das palavras, na rua tomei uma bebida qualquer, levemente alcoolizada, eu dizia: "Mais uma dose, por favor", de repente, aquilo havia tomado conta de mim, fora de qualquer regra, de qualquer estilo de conversa que eu imaginava e planejava para nós, bati na tua porta, não lembro sequer de uma palavra e francamente? Tampouco me importo, afinal, deu certo.
A temperatura estava realmente congelando meus sentidos - não só a temperatura. Eu estava com medo, tudo era perturbante, mas sem neurose, ainda dava para caminhar sobre as folhas secas caídas ao chão, ouvia os meus passos leves e o constante ruido do salto alto, as lágrimas secavam enquanto escorriam pela face e a chuva caia, esqueci que eu possuía um meio de me proteger e continuei caminhando, seguia pensando em tudo que vinha acontecendo, eu odiava isto mas vez ou outra era necessário.
Olhei em uma vitrine e vi que a maquiagem escorria junto as lágrimas, os cabelos já estavam sem formato e as roupas obtiveram a transparência que a água as dá, entretanto isso não me deixava nada aflita, eu estava irrevogavelmente apaixonada, preocupada e mal, parecia uma fase irresponsável de uma pessoa qualquer, ou uma neurose absurda, eu estava sorrindo, sorrindo e chorando, buscando as palavras que desapareciam com o tempo, com o vento, com a chuva, sem perceber cheguei na tua porta, eu estava ali, preparada - ou não.
Dentro de mim havia uma certeza, daquele momento não poderia passar, ainda assim, desci as escadas do prédio eu precisava de calma, de mais calma, precisava das palavras, na rua tomei uma bebida qualquer, levemente alcoolizada, eu dizia: "Mais uma dose, por favor", de repente, aquilo havia tomado conta de mim, fora de qualquer regra, de qualquer estilo de conversa que eu imaginava e planejava para nós, bati na tua porta, não lembro sequer de uma palavra e francamente? Tampouco me importo, afinal, deu certo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Uma pancada na cabeça as dez da manha a fez desmaiar, despertou por volta das oito da noite, não se lembrava do que tinha acontecido, mas sentia uma dor forte que embaralhava a vista.
Aquela tontura a impedia de sair, começou a jogar palavras no ar, e ninguém podia a entender, pincipalmente porque nem prestavam atenção naquela frase que repetia constantemente, "cuidado, acreditem no que vocês sentem, mas não nas pessoas, nunca nas pessoas", acharam que ela fosse louca, chamaram os pais na sala de espera do hospital dizendo que estava liberada.
Foi embora, mas não saiu sem concretizar, "levem a sério, levem sim."
A cabeça doia muito, o mundo girava, o coração com ânsia, desejava muitas coisas naquele momento, principalmente continuar.
Aquela tontura a impedia de sair, começou a jogar palavras no ar, e ninguém podia a entender, pincipalmente porque nem prestavam atenção naquela frase que repetia constantemente, "cuidado, acreditem no que vocês sentem, mas não nas pessoas, nunca nas pessoas", acharam que ela fosse louca, chamaram os pais na sala de espera do hospital dizendo que estava liberada.
Foi embora, mas não saiu sem concretizar, "levem a sério, levem sim."
A cabeça doia muito, o mundo girava, o coração com ânsia, desejava muitas coisas naquele momento, principalmente continuar.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Procurava por aí a chave que abre a porta existente entre nós, e quando me dei conta que ela estava perdida, notei também que a noite se antecipou, ainda eram quatro e meia da tarde, e a escuridão tomava conta da cidade, faltava luz, como quando descobri que suas promessas, na verdade, eram palavras vagas de um cara que não sabe terminar o que começa, mesmo assim, manter a esperança, era primordial a mim, nunca deixei de ter esperança em nenhuma circunstância, o desisto, é só a esperança, cansada de esperar, de esperar que você ligue as luzes, chame o sol, pinte o céu de azul com giz pastel. Mas flecha lançada, não volta mais, acerte ela um coração de pedra ou um de manteiga, o amor que existe por você, me instiga além da matéria porém guarda-lo é melhor, não me pergunte o porque os enredos não são mais tão bonitos, está tudo descolorindo, e francamente, a falta disso me corroi.
Nada irá fazer você deixar de ser o meu amor, mesmo que você não queira, farei das palavras que nos separou, um meio pra nos unir, e-mails, cartas, sms... algo há de construir esse amor, seja palavra ou silêncio, perante ao tempo, esse pulsar é imortal, e nem frente ao medo e a angústia, você se torna indiferente. Eu caminho sobre cacos de vidro, em uma ressaca que nunca passa, já desisti da luta, ergui as mãos para o céu, esperando um abraço, você pra mim já não é problema meu, me sufoca existir tanto de você em mim, e pouco de você comigo, se é que você entende, é hora de me devolver a chave, me deixar entrar lentamente, sem se arrepender, porque lhe darei sorrisos, e o seu mundo ficará bem maior, junto ao meu.
"...Jogue suas mãos para o céu,e agradeça se acaso tiver, alguém que você gostaria que, estivesse sempre com você..."
Nada irá fazer você deixar de ser o meu amor, mesmo que você não queira, farei das palavras que nos separou, um meio pra nos unir, e-mails, cartas, sms... algo há de construir esse amor, seja palavra ou silêncio, perante ao tempo, esse pulsar é imortal, e nem frente ao medo e a angústia, você se torna indiferente. Eu caminho sobre cacos de vidro, em uma ressaca que nunca passa, já desisti da luta, ergui as mãos para o céu, esperando um abraço, você pra mim já não é problema meu, me sufoca existir tanto de você em mim, e pouco de você comigo, se é que você entende, é hora de me devolver a chave, me deixar entrar lentamente, sem se arrepender, porque lhe darei sorrisos, e o seu mundo ficará bem maior, junto ao meu.
"...Jogue suas mãos para o céu,e agradeça se acaso tiver, alguém que você gostaria que, estivesse sempre com você..."
domingo, 22 de agosto de 2010
Apesar dos meus erros também acerto. Apensar dos meus pesares eu vivo. Nem sempre acerto, nem sempre tenho razão, nem sempre sei o que falar mais sempre penso muito antes de tudo. Penso porque já sofri por não o fazê-lo, minha mãe sempre me diz uma lição de vida: “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.” Sempre somo as coisas que me dizem, positivas ou negativas. Sempre valorizo cada palavra ou ausência delas com seus valores reais, porque sei que podem sair só de uma boca sem que tenha ido ao cérebro mais com certeza ela vai como uma flecha ao meu coração. Não que flechas sejam sinônimos de coisas negativas (o cupido segundo a mitologia também usa as suas) porem é sinônimo de algo certeiro é direto e não deixa escapatória. Não peço que sempre pense, algumas coisas precisam de mais impulso e menos raciocínio, porém não deixe que essa ausência de reflexão fira você ou seu semelhante, não deixe que essas flechas deixem marcas (negativas).
sábado, 21 de agosto de 2010
"Eu te esperei. Por alguns minutos alimentei a imaginação faminta de que ao entrar pela porta, eu te encontraria me esperando e um sorriso para iluminar a noite, para acender em nós a possibilidade de que mesmo no final de tudo, ainda é possível - veja que a ironia também pode ser linda – encontrar alguém. Alguém. Eu te esperei boa parte da noite. Impaciente com as conversas sem sentido, os encontros desnecessários, os perfumes fortes. Impaciente mas tolerável. Tolerável, porém seletivo. E quem seleciona, na melhor das hipóteses, é porque têm opções. E opções, você bem sabe, trazem a possibilidade do acerto. Lancei o meu olhar sobre a cidade e isso não te exclui. Apenas não te enaltece. Acertamos durante. Que não segue adiante por razões óbvias que só nos dizem respeito e sobre as quais, já brindamos. Mas acertamos. E é desse acerto, dessa junção de histórias, que eu vou lembrar com especial carinho. Sem rancor, sem desamor, sem mágoas, porque fomos nobres indivíduos que ousaram dizer a verdade quando todos camuflavam as intenções, redesenhavam as frases, compravam óculos escuros."
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Quando a vida é suficientemente longa, surgem estranhas simetrias que só reconhecemos depois,se é que as reconhecemos: momento em que uma experiência ou sensação tem um paralelo em outra época, um eco que a contrabalança anos à frente,no futuro, ou talvez anos atrás, no passado, um momento em que um círculo parece fechar-se, envolvendo e completando algo preciosíssimo.
Muitas vezes, o círculo começa ou termina com uma leve perturbação no mundo dos sentidos: um som,um cheiro,um vislumbre de alguma coisa, uma intuição a vibrar logo abaixo do nível do pensamento consciente. O mundo hesita imperceptivelmente em seu giro,e tudo muda. São momentos que não prestam ao pensamento racional; são totalmente sensíveis.
[ Trecho de A longa volta para casa - Will North ]
Muitas vezes, o círculo começa ou termina com uma leve perturbação no mundo dos sentidos: um som,um cheiro,um vislumbre de alguma coisa, uma intuição a vibrar logo abaixo do nível do pensamento consciente. O mundo hesita imperceptivelmente em seu giro,e tudo muda. São momentos que não prestam ao pensamento racional; são totalmente sensíveis.
[ Trecho de A longa volta para casa - Will North ]
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Por mim, deixa tudo como está. Não quero ver mais nada doer, não quero mais chorar, apanhar e continuar caminhando, eu sei é lindo ver o quão forte somos e conseguimos seguir ainda que esteja tudo doendo/sangrando, mas pode me poupar e me deixar sorrir um dia, um sorriso sem preocupação.
Viver dói eu sei - mas sei também que é muito prazeroso.
Sem projeções, sem eu sei o que você está sentindo/pensando, sem envolver sentimento, sem insinuações, sem seu vocabulário inteligente ou seu linguajar vulgar, não quero saber dos seus defeitos, seus problemas, hoje não.
Quero me poupar um pouco de mim, de você, de tudo, me poupar por alguns minutos dessa angústia, portanto agora estou saindo de casa, indo para longe, um local sem conexão com nada que vejo no meu cotidiano, chaves, porta, mala, entrelaço o amuleto nas mãos, e me deseje sorte? Ou então eu desejo por nós.
Por amor às causas perdidas...
Viver dói eu sei - mas sei também que é muito prazeroso.
Sem projeções, sem eu sei o que você está sentindo/pensando, sem envolver sentimento, sem insinuações, sem seu vocabulário inteligente ou seu linguajar vulgar, não quero saber dos seus defeitos, seus problemas, hoje não.
Quero me poupar um pouco de mim, de você, de tudo, me poupar por alguns minutos dessa angústia, portanto agora estou saindo de casa, indo para longe, um local sem conexão com nada que vejo no meu cotidiano, chaves, porta, mala, entrelaço o amuleto nas mãos, e me deseje sorte? Ou então eu desejo por nós.
Por amor às causas perdidas...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
[O contrário do Amor - Martha Medeiros]
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
[O contrário do Amor - Martha Medeiros]
terça-feira, 17 de agosto de 2010
“A história que está sendo contada, cada um a transforma em outra, na história que quiser. Escolha, entre todas elas, aquela que seu coração mais gostar, e persiga-a até o fim do mundo. Mesmo que ninguém compreenda, como se fosse um combate. Um bom combate, o melhor de todos, o único que vale a pena."
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
'...o que dá trabalho mesmo é viver sempre do mesmo jeitinho. Pois eu quero mais dessa maluquice que me ajuda a reinventar maneiras de estar aqui. Porque para se estar aqui com um pouco que seja de conforto na alma há que se ter riso. Há que se ter fé. Há que se ter a poesia dos afetos. Há que se ter um olhar viçoso.
E muita criatividade'
E muita criatividade'
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez.
De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois.
É terrível viver contando moedinhas de afeto.
Há amor suficiente.
Há amor para todo mundo.
Há amor para quem quer se conectar com ele.
Não perdemos quando damos: ganhamos junto."
De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois.
É terrível viver contando moedinhas de afeto.
Há amor suficiente.
Há amor para todo mundo.
Há amor para quem quer se conectar com ele.
Não perdemos quando damos: ganhamos junto."
domingo, 8 de agosto de 2010
Mas você com essa sua mania de encher de amigos as pizzarias e soltar um ou outro "irado" me faz te odiar tanto e querer tanto a sua atenção. E me faz querer tanto você daqui a pouco, porque você não enjoa. Você me cansa demais mas não enjoa.
E quando você me cansa eu enfio a minha cabeça no fortinho do seu peito, eu que sempre odiei os malhados, e peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis.
Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um "ãhhh?" enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sites de interatividade.
E sua cara de sonso despretensioso para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que "não é comigo" vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo.
E o homem perfeito tem um beijo profundo e ritmado, que de tão melado e encaixável me deixa saciada de um jeito que encerra o meu desejo. E você tem um jeito caótico de me beijar meio burro, porque se eu vou para um lado, você vai para o mesmo. E é nesta única hora em que você não deveria concordar comigo, que você concorda.
E eu nunca me dou por satisfeita, e acabo achando que a gente ainda nem deu o nosso primeiro beijo, o que me causa uma ansiedade de paixão inicial que não deixa o peito relaxar.
E o homem das minhas ilusões me deixaria relaxar numa enorme cama amorosa, e acordaria inúmeras vezes para me ver dormir abraçada a toda a certeza que ele me daria com apenas um segundo de olhar.
É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda.
Porque eu sou diferente das outras garotas, escrevo textos, vomito comida e palavras que precisam sair e não saem do jeito mais fácil porque eu não sei magoar ninguém, nem a você. Mesmo que você me magoe o tempo todo, mas ao menos está comigo. E essa minha obsessão de achar que não sou boa pra ninguém, me faz dar a volta ao mundo e dizer o que você diz na maior cara de pau, porque sinceridade nunca foi o meu forte. Eu nunca quis você longe, pelo contrário, se eu brigo tanto contigo é por implorar sua presença em tudo o que eu faça mesmo depois de uns 3 anos. Mesmo dormindo comigo durante tanto tempo eu sei que você queria e poderia uma mais gostosa, bonita. Talvez uma anoréxica amiguinha de modeletis que fala em marcas de sapato como se fossem salvar o mundo de Channel. Eu queria mesmo que você as tivesse, me doeria imensamente. Mas eu não me culparia por ser INSUFICIENTE. Até seus amigos e familiares ocupam mais lugar em uma vida que eu um dia pensei que seria mim, a sua. E eu fico te anulando porque se eu aceitar mais, só vou confirmar o quão sentir tudo isso por você é idiotisse, porque você não sente metade do que disse que sentia e eu não te odeio nem um terço do que disse no começo do texto .
As vezes eu acho que eu amo o vácuo. Porque a pessoa que menos me acrescentou , que menos me amou , que menos me fez rir e que eu menos conheci é a que eu amo , ou pelo menos é a que me mata de saudade todo dia.
E quando você me cansa eu enfio a minha cabeça no fortinho do seu peito, eu que sempre odiei os malhados, e peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis.
Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um "ãhhh?" enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sites de interatividade.
E sua cara de sonso despretensioso para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que "não é comigo" vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo.
E o homem perfeito tem um beijo profundo e ritmado, que de tão melado e encaixável me deixa saciada de um jeito que encerra o meu desejo. E você tem um jeito caótico de me beijar meio burro, porque se eu vou para um lado, você vai para o mesmo. E é nesta única hora em que você não deveria concordar comigo, que você concorda.
E eu nunca me dou por satisfeita, e acabo achando que a gente ainda nem deu o nosso primeiro beijo, o que me causa uma ansiedade de paixão inicial que não deixa o peito relaxar.
E o homem das minhas ilusões me deixaria relaxar numa enorme cama amorosa, e acordaria inúmeras vezes para me ver dormir abraçada a toda a certeza que ele me daria com apenas um segundo de olhar.
É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda.
Porque eu sou diferente das outras garotas, escrevo textos, vomito comida e palavras que precisam sair e não saem do jeito mais fácil porque eu não sei magoar ninguém, nem a você. Mesmo que você me magoe o tempo todo, mas ao menos está comigo. E essa minha obsessão de achar que não sou boa pra ninguém, me faz dar a volta ao mundo e dizer o que você diz na maior cara de pau, porque sinceridade nunca foi o meu forte. Eu nunca quis você longe, pelo contrário, se eu brigo tanto contigo é por implorar sua presença em tudo o que eu faça mesmo depois de uns 3 anos. Mesmo dormindo comigo durante tanto tempo eu sei que você queria e poderia uma mais gostosa, bonita. Talvez uma anoréxica amiguinha de modeletis que fala em marcas de sapato como se fossem salvar o mundo de Channel. Eu queria mesmo que você as tivesse, me doeria imensamente. Mas eu não me culparia por ser INSUFICIENTE. Até seus amigos e familiares ocupam mais lugar em uma vida que eu um dia pensei que seria mim, a sua. E eu fico te anulando porque se eu aceitar mais, só vou confirmar o quão sentir tudo isso por você é idiotisse, porque você não sente metade do que disse que sentia e eu não te odeio nem um terço do que disse no começo do texto .
As vezes eu acho que eu amo o vácuo. Porque a pessoa que menos me acrescentou , que menos me amou , que menos me fez rir e que eu menos conheci é a que eu amo , ou pelo menos é a que me mata de saudade todo dia.
sábado, 7 de agosto de 2010
Um dia ou outro, é bom pensar nas decepções, mas não dá para viver delas. esperei tempo demais para tomar coragem e dizer o quanto perdi me lamentando de não ter dado certo. esperei receber sorrisos para a alegria surgir inexplicavelmente. isso só me mostrou o quanto os sorrisos são falsos! Não deu para eu esperar a tempestade acalmar. Fui obrigada a lutar contra mim mesma. Uma vez, ouvi um grande homem dizer "as pessoas são aquilo que passam toda a vida tentando conquistar". Por um momento, deixei tudo de lado, não quis chorar, não quis sorrir, não quis comparecer a nenhuma festa e nem ouvir o canto dos pássaros. Gostaria de declarar o fim de um período chato, compartilhar com os poucos as boas coisas que a vida me ensinou, erguer a cabeça para os problemas e dizer que se eu precisar me arriscar para me salvar, assim farei. Enfrento coisas que antes eram amedrontadoras. Aprendi que o mal olhado só afeta se você acreditar nele e que as agulhas te conhecem melhor do que você imagina. O meu medo de pessoas persiste, mas sei que preciso enfrentá-las. Se for para ficar dias longe, ficarei, mas voltarei mais forte. Se for para ficar dias perto, ficarei, mas quando eu for, irei com a certeza de que não me faltou nada. Não me conheço bem o suficiente para explicar minhas decisões, mas garanto: eu sou tudo aquilo que passei a vida toda procurando por aí.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
"Minha maior dor é não saber fazer a única coisa que me interessa no mundo que é amar alguém. Me perdoa por eu querer de uma forma tão intensa tocar em você que te maltrato. Minha mão acostumada com um mundo de chatices e coisas feias fica tão gigante quando pode tocar algo lindo e puro como você, que sufoca, esmaga e estraçalha. Me perdoe pela loucura que é algo tão pequeno precisando de amor e ao mesmo tempo algo tão grande que expulsa o amor o tempo todo. Eu sou uma sanfona de esperança. Eu tenho estria na alma."
(Tati Bernardi)
(Tati Bernardi)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Para o que vale a pena, nada é muito tarde para ser quem você quer ser. Não há tempo limite; você para quando quiser. Você pode mudar, ou ficar igual – não há regras para isso. Nós podemos tirar o melhor ou o pior disso. Eu espero que você tire o melhor. Eu espero que você veja coisas que te deixem sobressaltada. Espero que você sinta coisas que nunca sentiu antes. Eu espero que você conheça pessoas com um ponto de vista diferente do seu. Eu espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você ache que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo.
(O Curioso Caso de Benjamin Button)
(O Curioso Caso de Benjamin Button)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
“… deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressiva não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente…”
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
O negócio é que o tempo passou, e ela havia dito a ele: - Se você sair por essa porta seguirei minha vida. Assim foi feito, esqueceu os planos, as metas, o futuro idealizado, mudou tudo dentro de sí. Reciclou.
Bem como uma tempestade, no começo se molhou muito, ficou com frio, medo, só que depois a chuva passou, o sol apareceu, e ela continuava forte e inteira.
Se encontraram essa semana em uma cafeteria da cidade, ela pedia um capuccino enquanto ouvia uma voz suave e não estranha aos seus ouvidos, pedindo um café expresso, olhou para o lado, sentado sozinho no balcão, ele.
Não deixou de cumprimentá-lo, ele retribuiu tamanha simpatia sentando ao seu lado e dando início a uma conversa, disse que ela havia mudado muito até mesmo físicamente, ela respondeu sem pensar: - Se eu continuasse igual, não conseguiria deixar de te amar.
Ele ficou meio intrigado, com um aperto no peito, um olhar embriagado, disse a ela como foi difícil suportar tantos invernos sem os abraços dela, falou que nunca quis deixar de amá-la, portanto continuou o mesmo.
E ela perguntou: - Se nunca quis deixar de me amar porque foi embora?
Enquanto deixava as lágrimas cair, disse: - Eu não sabia que te amava tanto, que nunca iria te esquecer, que iria te procurar tanto e me desesperar por não achar, que me arrependeria dessa maneira.
Olhando fixamente pra ele, ficou um tempo calada até questionar: - Se eu for embora dessa vez, o que irá fazer? Sem precisar pensar, respondeu: - Te acompanho.
Bem como uma tempestade, no começo se molhou muito, ficou com frio, medo, só que depois a chuva passou, o sol apareceu, e ela continuava forte e inteira.
Se encontraram essa semana em uma cafeteria da cidade, ela pedia um capuccino enquanto ouvia uma voz suave e não estranha aos seus ouvidos, pedindo um café expresso, olhou para o lado, sentado sozinho no balcão, ele.
Não deixou de cumprimentá-lo, ele retribuiu tamanha simpatia sentando ao seu lado e dando início a uma conversa, disse que ela havia mudado muito até mesmo físicamente, ela respondeu sem pensar: - Se eu continuasse igual, não conseguiria deixar de te amar.
Ele ficou meio intrigado, com um aperto no peito, um olhar embriagado, disse a ela como foi difícil suportar tantos invernos sem os abraços dela, falou que nunca quis deixar de amá-la, portanto continuou o mesmo.
E ela perguntou: - Se nunca quis deixar de me amar porque foi embora?
Enquanto deixava as lágrimas cair, disse: - Eu não sabia que te amava tanto, que nunca iria te esquecer, que iria te procurar tanto e me desesperar por não achar, que me arrependeria dessa maneira.
Olhando fixamente pra ele, ficou um tempo calada até questionar: - Se eu for embora dessa vez, o que irá fazer? Sem precisar pensar, respondeu: - Te acompanho.
sábado, 31 de julho de 2010
Há quanto tempo não nos falamos, não nos tocamos, não nos vemos.
E, no entanto a sua presença ainda é sensível para mim,
e seu corpo ainda me parece tangível.
Tudo foi um terrível engano, mal entendido se sucederam
num interminável ataque de confusão, histórias que nos levaram a separação, mas para mim tudo é claro.
Em minha mente, tudo já foi explicado e para mim mais
vale passar uma borracha sobre o que houve e recomeçar
nosso relacionamento com maior intensidade. Meu bem, não vacile.
Sei que em sua mente as coisas também já se resolveram,
mas, talvez a insegurança não deixe que você se aproxime de mim.
Venha, vamos nos ver; nos tocar; nos falar;
E sentir que o tempo resolveu nosso maior problema: a distância entre dois corações apaixonados!
E, no entanto a sua presença ainda é sensível para mim,
e seu corpo ainda me parece tangível.
Tudo foi um terrível engano, mal entendido se sucederam
num interminável ataque de confusão, histórias que nos levaram a separação, mas para mim tudo é claro.
Em minha mente, tudo já foi explicado e para mim mais
vale passar uma borracha sobre o que houve e recomeçar
nosso relacionamento com maior intensidade. Meu bem, não vacile.
Sei que em sua mente as coisas também já se resolveram,
mas, talvez a insegurança não deixe que você se aproxime de mim.
Venha, vamos nos ver; nos tocar; nos falar;
E sentir que o tempo resolveu nosso maior problema: a distância entre dois corações apaixonados!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Tá em ebulição, vazando, transbordando, e nada da tampa da panela pra socorrer a lambança. É culpa da pressão que eu ponho em tudo isso? É o que dizem:desencana que uma hora ele aparece.
O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado tá todo esfolado.
Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo.
Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim.
Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas.
Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos.[verdade]
É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado.
Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo).
E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem
nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".
Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.
Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte
do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega
na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for
sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo
de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".
É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Resumindo então: tem que me amar MUITO
O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado tá todo esfolado.
Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo.
Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim.
Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas.
Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos.[verdade]
É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, ..., mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado.
Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo).
E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem
nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".
Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.
Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte
do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega
na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for
sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo
de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".
É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Resumindo então: tem que me amar MUITO
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eu queria saber qual o poder
que existe pra fazer as pessoas
se amarem tanto, qual é o tamanho, a imensidão e limite da razão de amar?
Será que existe resposta para
perguntas tão românticas?
Será que sou mais um bobo
romântico na face da terra?
Ou sera que tudo o que escrevi
agora é o que o meu coração
quer que eu escreva?
que existe pra fazer as pessoas
se amarem tanto, qual é o tamanho, a imensidão e limite da razão de amar?
Será que existe resposta para
perguntas tão românticas?
Será que sou mais um bobo
romântico na face da terra?
Ou sera que tudo o que escrevi
agora é o que o meu coração
quer que eu escreva?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
'O tempo de sua vida
Outro momento decisivo;
uma encruzilhada na estrada
O tempo agarra você pelo pulso e
direciona você aonde deve ir
Então, dê o seu melhor nesse teste e não
pergunte por que
Essa não é uma pergunta,
mas uma lição que se aprende com o tempo
É algo imprevisível, mas no final, dá certo
Espero que você tenha curtido bastante
Então pegue as fotografias e as imagens
dispersas em sua mente
Coloque-as na prateleira da boa saúde
e dos bons tempos
Tatuagens de memórias e cicatrizes para julgar
O que vale a pena durante
esse tempo todo
É algo imprevisível, mas no final, dá certo
Espero que você tenha curtido bastante...'
Outro momento decisivo;
uma encruzilhada na estrada
O tempo agarra você pelo pulso e
direciona você aonde deve ir
Então, dê o seu melhor nesse teste e não
pergunte por que
Essa não é uma pergunta,
mas uma lição que se aprende com o tempo
É algo imprevisível, mas no final, dá certo
Espero que você tenha curtido bastante
Então pegue as fotografias e as imagens
dispersas em sua mente
Coloque-as na prateleira da boa saúde
e dos bons tempos
Tatuagens de memórias e cicatrizes para julgar
O que vale a pena durante
esse tempo todo
É algo imprevisível, mas no final, dá certo
Espero que você tenha curtido bastante...'
terça-feira, 27 de julho de 2010
"Eu levo o seu coração comigo (eu o levo no meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar que eu vá, meu bem, e o que quer que seja feito por mim somente é o que você faria, minha querida)
Tenho medo que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade) e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar
Aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe (aqui é a raiz da raiz e o botão do botão e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder) e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
Eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)"
(E.E Cummings)
Tenho medo que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade) e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar
Aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe (aqui é a raiz da raiz e o botão do botão e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder) e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
Eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)"
(E.E Cummings)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Algumas coisas parecem simples , para quem consegue abrir os olhos para enxerga-las, simples como olhar pra frente e ver o sonhado futuro, mas não fazer com que ele aconteça, simples como escrever milhões de linhas retratando sobre acontecimentos em nosso mundo, e não ver se sua parte esta sendo feita,esperar elogios, aguçar o ego, achar que o que esta fazendo não afetará em nada em seu futuro. Ter as melhores intenções, ter a ilusão que esta fazendo algo "agradável" e que isso apagara totalmente o mal feito, achar que a vida é um mar de rosas quando esta tudo a seu favor e ter a opinião que tu mora em um mundo ridículo, quando as coisas não estão bem. Acreditar que se todos os dias que se passar por um cão e mete-se um tapa em sua cabeça, que mesmo que ele chore e corra para longe, no momento quando tu o chamar ele vira todo feliz esperando por um carinho porque foi lembrado. E se certo dia o coitado cão se cansar e após um tapa seu o morde-se? Ele seria o pior cão do mundo e seria condenado por isso, não se para a pensar o porque ele te mordeu? o mundo não corre contra nós, nós que muitas vezes estamos no caminho oposto, e não nos damos conta disso. A falta de respeito algumas vezes é berrante, e tem gente que não a vê. Simplesmente muitos vivem de aparências, que dizem o que os outros "querem" ouvir, fazem o que os outros querem, ou fazem simplesmente o que querem sem pensar nas conseqüências de seus atos. Mas, sempre tem o "mas", no momento em que de deparar com situações adversas não será como aparenta ser, não será como você planejou e não estará preparado, e por que não estará? por não se preocupar com o que não é feito, e sim exautar o que fez. Existe a velha frase clichê, ""eu fiz de tudo". Tu fez mesmo, tudo que a sociedade esperou de ti. Esta feliz? não saberá responder ao certo, estou errado? Sabes que no mundo suas atitudes demonstraram quem tu é realmente, e não o que as pessoas falam. E quer saber, maldita inclusão digital.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Vivemos olhando pro relógio marcando horas, datas, dias e compromissos!
Esquecemos da beleza da surpresa. Esquecemos o dom de improvisar!
Acorde e não saiba o que vai acontecer e faça tudo aquilo que nunca mais fez, esqueça os problemas, os estudos, de tudo aquilo que possa lhe arrebatar desse momento único de prazer : faça o inesperado.
Tudo bem, não vamos exagerar, nós precisamos de regras pra seguir com nossos objetivos e realizar nossos sonhos, mas não custa nada parar um pouco pra aliviar o cansaço, deixando a cabeça despreocupada, e o coração livre daquelas angustias diárias que vivemos!
Tire um dia da sua vida e improvise.Crie surpresas, FAÇA surpresas. Não siga o mesmo roteiro.Faça da sua vida a MELHOR e tudo lhe dará mais prazer!
Esquecemos da beleza da surpresa. Esquecemos o dom de improvisar!
Acorde e não saiba o que vai acontecer e faça tudo aquilo que nunca mais fez, esqueça os problemas, os estudos, de tudo aquilo que possa lhe arrebatar desse momento único de prazer : faça o inesperado.
Tudo bem, não vamos exagerar, nós precisamos de regras pra seguir com nossos objetivos e realizar nossos sonhos, mas não custa nada parar um pouco pra aliviar o cansaço, deixando a cabeça despreocupada, e o coração livre daquelas angustias diárias que vivemos!
Tire um dia da sua vida e improvise.Crie surpresas, FAÇA surpresas. Não siga o mesmo roteiro.Faça da sua vida a MELHOR e tudo lhe dará mais prazer!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
"Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto."
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
''Eu não procuro alguém pra pertencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
Eu não quero viver como se sobrevivesse a cada dia que passo sozinha. Não quero andar como se procurasse meu complemento em cada olhar vago. Eu acho que mereço mais que isso por tudo o que eu sei que posso fazer por alguém. E fico só esperando, na surpresa do dia que eu desencanar de esperar, um par de olhos que me faça ficar sem nenhuma palavra, nada além de dois olhos se enlaçando quatro. Nessa multidão de amores, sozinho é aquele que não espera. ''
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
Eu não quero viver como se sobrevivesse a cada dia que passo sozinha. Não quero andar como se procurasse meu complemento em cada olhar vago. Eu acho que mereço mais que isso por tudo o que eu sei que posso fazer por alguém. E fico só esperando, na surpresa do dia que eu desencanar de esperar, um par de olhos que me faça ficar sem nenhuma palavra, nada além de dois olhos se enlaçando quatro. Nessa multidão de amores, sozinho é aquele que não espera. ''
domingo, 18 de julho de 2010
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
sábado, 17 de julho de 2010
Eu estava no escuro quando você me deu a mão, eu não vi o seu rosto até entender a situação, você era belo a sua maneira, queria me dizer coisas que não sabia se poderia ouvir, eu quis correr, não de medo, só era um inocente desejo de viver um amor.
Amor doce e bem puro que você me ofereceu no escuro.
Agora via nitidamente, o que queria me mostrar, ouvia as palavras carinhosas que você tinha para me contar, deitei nos seus braços e logo deixei me levar, me levar pelo seu toque, que sempre me fazia ficar sem ar.
Era como um milagre perigoso de se ter, você tão longe e tão perto, e algumas vezes eu não podia saber, o que acontecia era quase loucura, porém não era doença, porque amar é viver.
(Amar é mais do que dois corpos, amar é juntar as verdades e os amores, no peito e na alma, mesmo com espinhos, pedras, e armas, você ainda esta de pé, porque amar é resistir aos ventos que pode cair, até você querer e poder sorrir, e o outro alguém querer. Amar e ser amado, é sempre lindo, por isso cultivo meus amores, com carinhos e sorrisos.)
Amor doce e bem puro que você me ofereceu no escuro.
Agora via nitidamente, o que queria me mostrar, ouvia as palavras carinhosas que você tinha para me contar, deitei nos seus braços e logo deixei me levar, me levar pelo seu toque, que sempre me fazia ficar sem ar.
Era como um milagre perigoso de se ter, você tão longe e tão perto, e algumas vezes eu não podia saber, o que acontecia era quase loucura, porém não era doença, porque amar é viver.
(Amar é mais do que dois corpos, amar é juntar as verdades e os amores, no peito e na alma, mesmo com espinhos, pedras, e armas, você ainda esta de pé, porque amar é resistir aos ventos que pode cair, até você querer e poder sorrir, e o outro alguém querer. Amar e ser amado, é sempre lindo, por isso cultivo meus amores, com carinhos e sorrisos.)
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Devassidão
é incrivelmente absurdo
como ainda é viva a tua imagem
na minha vida
tão indelével
como seu presente
esta tatuagem...
por favor eu preciso esquecer
não agüento mais sofrer
e fingir que acabou
de teus beijos, ainda sinto o gosto
teu cheiro ainda não houve outro
da tua mão ainda tenho o calor
devo ser louca
ou muito desocupada
em ainda, também, acreditar "neste amor"
será que existe uma ponte?
um caminho?
que seja
ou até mesmo, apenas a força
já me seria útil,
para retirar toda esta dor
que insiste em latejar
como um espinho
assim, bem clichê
minh'alma, sem nenhum sabor
feito canção brega de esquina,
e meu corpo querendo você...
me chame de louca
perdida o que quiser
mas ainda,
sim, ainda:
me sinto sua mulher.
que posso, Eu, fazer?
então é isso!
a culpa é tua;
Defasado coração!
DEVASSIDÃO
é incrivelmente absurdo
como ainda é viva a tua imagem
na minha vida
tão indelével
como seu presente
esta tatuagem...
por favor eu preciso esquecer
não agüento mais sofrer
e fingir que acabou
de teus beijos, ainda sinto o gosto
teu cheiro ainda não houve outro
da tua mão ainda tenho o calor
devo ser louca
ou muito desocupada
em ainda, também, acreditar "neste amor"
será que existe uma ponte?
um caminho?
que seja
ou até mesmo, apenas a força
já me seria útil,
para retirar toda esta dor
que insiste em latejar
como um espinho
assim, bem clichê
minh'alma, sem nenhum sabor
feito canção brega de esquina,
e meu corpo querendo você...
me chame de louca
perdida o que quiser
mas ainda,
sim, ainda:
me sinto sua mulher.
que posso, Eu, fazer?
então é isso!
a culpa é tua;
Defasado coração!
DEVASSIDÃO
terça-feira, 13 de julho de 2010
parece só uma sucessão de fatos ocorridos, uma soma que se anula, uma divisão com resto, um corpo de fundo na mistura. as vezes parece matéria, as vezes parece estado, as vezes parece sentimento, as vezes é nada. parece confuso, sem sentido, estranho.. como temos tudo e isso não basta? é interpretação, ou falta de.. é loucura ou querer enxergar de mais, é esperar menos pra ganhar mais, ou não esperar nada e receber de surpresa. uma amiga sempre me disse: “quanto maior a expectativa, maior é a decepção” . sempre pensei entender, mais agora caminho para prática. é bom reviver os momentos de prazer, é bom cantar pra alegrar a alma. duas vozes, algumas cordas em um instrumento munido de um amor incondicional. (eu sei o que te agrada, e o que e dói).. o que vale a pena é saber que tenho você, e sei que você tem a mim, assim como o navegante tem ao farol para guiar seus passos, [...]
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